Maurício Marcon dá desculpa esfarrapada ao tentar justificar voto favorável à lei da Misoginia

Deputado federal publica vídeo defendendo posicionamento sobre o PL da Misoginia e alega risco de acusações da esquerda
Por: Brado Jornal 25.mar.2026 às 16h36 - Atualizado: 25.mar.2026 às 16h38
Maurício Marcon dá desculpa esfarrapada ao tentar justificar voto favorável à lei da Misoginia
Reprodução / X
O deputado federal Maurício Marcon, vice-líder da oposição, divulgou um vídeo nas redes sociais no qual expõe sua opinião sobre o Projeto de Lei da Misoginia, aprovado no Senado Federal. No material, o parlamentar explica o voto favorável ao texto, afirmando que uma posição contrária poderia gerar acusações de misoginia por parte da esquerda, repetindo o padrão de questionamentos enfrentados pela família Bolsonaro em entrevistas e na mídia.

Marcon argumenta que o voto positivo evita o acionamento de uma “máquina de moer reputação” que associa o posicionamento contrário à lei a uma suposta aversão a mulheres, negros ou nordestinos. Segundo ele, o senador Flávio Bolsonaro adotou estratégia semelhante ao votar a favor no Senado, mantendo-se “liso como um bagre” para não cair em armadilhas retóricas da oposição, as quais ele chamou de "casca de banana". O deputado destaca que o projeto, agora na Câmara dos Deputados, poderá ser alterado ou rejeitado pela base de direita, cumprindo o papel de freio ao que classifica como “descalabro”.

O vídeo foi publicado nesta quarta-feira e já acumula milhares de visualizações. Nele, Marcon reforça que a aprovação no Senado ocorreu com votos de parlamentares de direita que buscam evitar o desgaste eleitoral, transferindo a responsabilidade de correção para a Câmara.

O PL da Misoginia, que criminaliza condutas consideradas misóginas, gerou intenso debate no Congresso. Críticos sustentam que o texto é amplo e pode ser usado de forma arbitrária contra cidadãos comuns. A justificativa apresentada por Marcon no vídeo gerou reações imediatas nas redes, com parte dos eleitores de direita questionando a estratégia de ceder a pautas vistas como de esquerda para evitar rótulos.

O deputado, que se define como defensor da vida, da liberdade e da propriedade, afirma que a decisão faz parte de um cálculo político para preservar espaço futuro de atuação no Congresso. O projeto segue agora para tramitação na Câmara dos Deputados. 


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