O ex-prefeito de Governador Mangabeira, Marcelo Pedreira, fez duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) por conta do elevado volume de empréstimos contraídos pela gestão estadual. Segundo ele, o novo pedido de R$ 5,5 bilhões que será enviado à Assembleia Legislativa da Bahia representa o 24º financiamento da atual administração e deve elevar o total de operações de crédito para cerca de R$ 32,2 bilhões.
Pedreira questionou especialmente as promessas feitas pelo governador durante suas viagens pelo interior do estado. Ele destacou que Jerônimo tem anunciado obras no valor de 30, 40 ou até 50 milhões de reais em cada município visitado, gerando expectativa entre os prefeitos e a população local.
“É curioso observar o que vem acontecendo na Bahia. O governador percorreu todo o estado prometendo recursos para obras em praticamente todos os municípios por onde passou”, comentou o ex-prefeito.
Em seguida, Marcelo Pedreira fez uma estimativa simples dos compromissos assumidos. Se for considerada uma média de R$ 30 milhões por cidade, o governo precisaria de aproximadamente R$ 12 bilhões apenas para honrar todas as promessas feitas aos municípios baianos.
Ele também comparou esses anúncios grandiosos com os valores realmente liberados até o momento. Na semana passada, o governo divulgou uma série de convênios assinados com prefeituras, totalizando pouco mais de R$ 1,6 bilhão. Para Pedreira, esse montante está muito abaixo do que foi prometido nas viagens pelo interior.
“Pelas redes sociais e pela mídia, vimos várias assinaturas de convênios, mas o valor somado chega a pouco mais de 1 bilhão e 600 milhões. Isso fica bem distante das expectativas criadas”, afirmou.
O ex-prefeito voltou a destacar o volume de endividamento do estado. Com o novo pedido de R$ 5,5 bilhões, o governador Jerônimo Rodrigues estaria se aproximando da marca de R$ 30 bilhões em empréstimos contraídos ao longo de sua gestão.
Apesar dos recursos obtidos por meio de financiamentos, Marcelo Pedreira avalia que os resultados práticos são insatisfatórios. Ele apontou que a Bahia ocupa posições preocupantes em vários indicadores nacionais:
- É uma das piores colocadas na geração de empregos;
- Registra um dos piores índices de segurança pública do país;
- O sistema de saúde enfrenta graves problemas de funcionamento;
- A educação apresenta números alarmantes;
- O estado tem a maior parcela de população vivendo abaixo da linha da pobreza.
Para o ex-prefeito, essa combinação de alto endividamento com baixa entrega de resultados justifica uma mudança na condução do governo baiano. Ao final de sua análise, ele fez uma previsão política clara: “É por isso que o povo da Bahia vai mudar. No próximo dia 4 de outubro, ACM Neto será governador”.
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