O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), declarou nesta quinta-feira (2) que o avanço das facções criminosas representa a principal característica do governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o ex-prefeito de Salvador, o estado enfrenta atualmente uma forte expansão do crime organizado e uma clara perda de controle de territórios por parte das autoridades.
Em entrevista à rádio CBN, ACM Neto afirmou que “a presença das facções criminosas na Bahia e do crime organizado é a marca fundamental da gestão de Jerônimo Rodrigues”. Ele comparou a situação atual da violência baiana com cenários já vividos no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde organizações criminosas dominam áreas inteiras.
“Às vezes o morador de um bairro não consegue entrar no outro, ou de uma rua não pode acessar a outra. Isso significa o poder público se rendendo ao crime organizado”, ressaltou o político.
Para reverter o quadro, ACM Neto defendeu a adoção de estratégias que deram certo em outros estados, citando Goiás como referência positiva no combate à criminalidade. Ele enfatizou que o primeiro passo deve ser a valorização das forças policiais, tratando o policial como agente essencial de transformação.
“É preciso conquistar a polícia com melhores salários, estrutura adequada, equipamentos modernos, treinamento constante e apoio psicossocial”, afirmou.
O pré-candidato também defendeu o uso intensivo de tecnologia e inteligência policial para desmantelar as redes criminosas desde o topo. “Não adianta atuar apenas na ponta se não se corta a cabeça da organização”, explicou.
Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer a Polícia Civil e promover maior integração entre as diferentes instituições de segurança, incluindo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e guardas municipais.
ACM Neto ainda fez duras críticas ao sistema prisional baiano, alegando que as unidades penitenciárias funcionam hoje como verdadeiros centros de comando do crime. “Mais da metade dos delitos são planejados de dentro dos presídios, que em vez de punir, servem para multiplicar a criminalidade”, disse.
Como solução, ele propôs a construção de presídios de segurança máxima no estado, com regras mais rígidas para líderes de facções, incluindo o isolamento total da comunicação com o exterior.
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