Mesmo com clara aproximação ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente Lula, o deputado federal João Carlos Bacelar, conhecido como Jonga Bacelar, optou por continuar filiado ao Partido Liberal, legenda nacionalmente associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A escolha foi feita durante a janela partidária, momento em que parlamentares podem trocar de sigla. No âmbito estadual, o PL registrou tanto baixas quanto reforços na Assembleia Legislativa da Bahia. Dois deputados deixaram a legenda, enquanto outros dois entraram para o partido.
Vitor Azevedo foi um dos que saíram logo nos primeiros dias, confirmando filiação ao Avante. Raimundinho da JR aguardou o fim do prazo para deixar o PL e se juntar ao PSD. Em compensação, a sigla bolsonarista ganhou força com a chegada de Samuel Júnior, que veio do Republicanos, e de Paulo Câmara, que encerrou longa trajetória no PSDB.
No Congresso Nacional, a bancada baiana do PL na Câmara dos Deputados permaneceu intacta, sem alterações entre os três parlamentares eleitos pela Bahia. Contudo, a permanência de Jonga Bacelar gerou desconforto na ala mais fiel ao bolsonarismo dentro da legenda.
Ao longo do mandato atual, o deputado votou favoravelmente a várias propostas enviadas pelo governo Lula, divergindo dos posicionamentos dos colegas baianos Roberta Roma e Capitão Alden. Além disso, ele indicou Otávio Alexandre Freire da Silva para chefiar a Superintendência de Patrimônio da União na Bahia, medida que reforça o alinhamento com o Palácio do Planalto.
No estado, Jonga Bacelar já dividiu palanques com o governador petista em diferentes oportunidades. Em 2024, os dois atuaram juntos na campanha de Romerinho, do Avante, que foi eleito prefeito de Quijingue nas eleições municipais daquele ano.
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