O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou uma decisão definitiva sobre concorrer à reeleição nas próximas eleições presidenciais. Em entrevista concedida nesta quarta-feira ao site ICL Notícias, o chefe do Executivo federal admitiu que somente em junho, durante a convenção partidária, avaliará se entrará na disputa por mais um mandato.
“Eu não decidi se serei candidato ainda”, declarou Lula. Segundo ele, para aceitar ser o nome do PT na corrida eleitoral, será necessário apresentar ao eleitorado um programa de governo com novidades concretas. “Vou ter que apresentar uma coisa nova para esse país”, enfatizou.
Durante a conversa, o petista listou diversas iniciativas implementadas por sua administração, mas reconheceu abertamente que os resultados obtidos até o momento não foram suficientes para transformar a realidade nacional. “Tá tudo ruim ainda”, admitiu o presidente.
Questionado se já deveria ser considerado pré-candidato, Lula respondeu que tem desejo de participar da eleição, porém condicionou sua entrada na disputa à construção de uma ampla frente política. Ele argumentou que o PT precisa reconstruir uma aliança forte o suficiente para impedir o retorno da oposição ao poder. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato, porque vai ter a convenção. Eu vou propor ao PT a necessidade de reconstruir uma aliança política forte para fazer com que os fascistas não voltem a governar esse país”, afirmou.
Na semana passada, Lula já havia sinalizado uma possível alternativa ao lançar o nome do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, como potencial sucessor dentro do partido. O presidente revelou que Santana começará a percorrer o Brasil para ganhar maior visibilidade nacional e consolidar sua projeção política, movimento que o PT vem articulando há algum tempo com o objetivo de prepará-lo para um papel de maior destaque.
O mandatário está ciente de seu atual isolamento político. Sem conseguir formar uma coalizão ampla de partidos em torno de sua possível reeleição, Lula corre o risco de disputar a campanha com menos tempo de televisão do que seus principais adversários. Uma candidatura fragilizada e com poucas alianças é, segundo fontes próximas, o cenário que o presidente mais deseja evitar.
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