O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou um requerimento de informação à Casa Civil da Presidência da República para obter esclarecimentos sobre a transferência de R$ 3,2 milhões à organização não governamental Favela.ONG.
O pedido foi motivado por denúncias feitas pelo porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL), Pedro D’Eyrot, que apontou possíveis vínculos entre integrantes da entidade e lideranças políticas, além de questionar a estrutura e o funcionamento da ONG.
No documento, Kataguiri solicita a íntegra de todos os contratos, convênios e parcerias firmados entre o governo federal e a Favela.ONG. Ele também exige detalhes sobre a origem dos recursos orçamentários, os critérios técnicos e jurídicos usados para escolher a organização e o processo de seleção adotado.
O parlamentar quer ainda informações completas sobre a execução do dinheiro público, incluindo plano de trabalho, metas estabelecidas, cronograma de pagamentos, prestação de contas e a lista de fornecedores contratados. Outro ponto questionado é se houve chamamento público ou se a contratação ocorreu por dispensa de licitação.
Kataguiri também investiga a possível participação do vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Siqueira, conhecido como Quaquá, na celebração ou na execução dos contratos. O deputado pede esclarecimentos sobre eventual atuação do dirigente petista e cobra dados sobre eventuais auditorias ou visitas técnicas realizadas pelo governo para fiscalizar a aplicação dos recursos.
Na justificativa do requerimento, o deputado federal destaca a rapidez com que os recursos foram liberados em dezembro de 2025 e chama atenção para o fato de a Favela.ONG manter sua sede em um edifício comercial de alto padrão no Centro do Rio de Janeiro. Para ele, essa informação gera dúvidas sobre a real atuação da entidade em comunidades periféricas e favelas.
Em outra frente, o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos gerou polêmica ao propor, em vídeo publicado nas redes sociais, a separação da cidade do Rio de Janeiro do restante do estado, com a recriação do Estado da Guanabara. Segundo ele, a medida seria necessária para combater o avanço do crime organizado, a favelização e a má gestão pública que, ao longo dos anos, teriam deteriorado a capital fluminense.
“Eu vou acabar com o estado do Rio de Janeiro. A cidade do Rio de Janeiro será separada”, declarou Renan Santos, defendendo que o novo estado teria maior autonomia para reorganizar as forças de segurança e a gestão orçamentária, com o objetivo de recuperar a economia local e reduzir a violência.
A proposta tem recebido críticas de diversos setores, incluindo da Favela.ONG. A fundadora da organização, Carol Souza, entrou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo contra Renan Santos. Na ação, ela acusa o pré-candidato de aporofobia por causa de declarações feitas por ele em suas redes sociais.
O requerimento protocolado por Kim Kataguiri busca trazer mais transparência sobre o uso de recursos públicos destinados à Favela.ONG e reforça o debate sobre a fiscalização de repasses a organizações da sociedade civil.
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