Deputados e senadores bolsonaristas fecharam um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e desistiram de pressionar pela criação da CPI do Banco Master. A sessão conjunta do Congresso Nacional marcada para esta quinta-feira (30) terá como pauta única a análise dos vetos presidenciais à lei que pode reduzir penas de condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O entendimento ocorreu um dia após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, derrota imposta ao governo federal com forte influência de Alcolumbre. Segundo relatos de integrantes do PL, o acordo foi costurado diretamente entre Alcolumbre e o senador Jorge Seif (PL-SC).
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento que pede a instalação da comissão mista, criticou a decisão e afirmou que a manobra contraria o regimento interno. Ele não participou das negociações e planeja ingressar com mandado de segurança no STF para tentar garantir a CPI, apesar de decisões recentes do tribunal contra outras comissões parlamentares de inquérito.
Há expectativa de que o deputado Zé Trovão (PL-SC) faça discursos durante a sessão cobrando a instalação da CPI, mas o próprio grupo reconhece que o esforço não deve surtir efeito. Parlamentares do Centrão envolvidos na articulação para derrubar os vetos indicaram que só concordaram com a realização da sessão após terem a garantia de que não haveria espaço para a abertura da investigação sobre o caso Banco Master.
O requerimento da CPI já contava com as assinaturas necessárias para ser lido e instalado pelo presidente do Congresso. No entanto, o recuo dos bolsonaristas evita constrangimentos a Alcolumbre e permite que a sessão avance sem interrupções ou debates paralelos sobre o tema.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...