Nos bastidores do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou forte descontentamento com as articulações políticas que resultaram no bloqueio da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O petista não poupou críticas e, em conversas com ministros do Judiciário, chegou a se referir aos articuladores como “filhos da p***”.
A insatisfação vai além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e alcança outros nomes envolvidos na movimentação contra o indicado.
O caso gerou desgaste significativo para o ministro da Justiça, Wellington César, que foi alvo de críticas internas por não ter atuado de forma mais enfática na defesa de Messias. Há rumores de que ele pode deixar o cargo, com a possibilidade de Jorge Messias assumir o Ministério da Justiça – o que representaria mais uma troca na pasta, após passagens de Flávio Dino e Ricardo Lewandowski.
Essa instabilidade acontece em um momento de grande pressão por avanços na área de segurança pública, tema que deve ganhar relevância nas próximas eleições. As mudanças constantes no comando do ministério têm dificultado a implementação e a continuidade de políticas públicas consistentes.
Atualmente, assessores têm recomendado a Lula que espere o ambiente político se acalmar antes de apresentar um novo nome para o STF. No entanto, ainda não há confirmação de que o presidente seguirá essa orientação.
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