Escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro gera debates políticos

Deputado alagoano entra na chapa presidencial em meio a acusações e estratégias eleitorais
Por: Brado Redação 06.ago.2026 às 08h54
Escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro gera debates políticos
Vittor Sales/Divulgação

A indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente nas eleições de 2026 provoca discussões sobre estratégias de campanha e possíveis desgastes políticos. A decisão surgiu depois que a pré-candidatura do senador fluminense não conseguiu firmar alianças com outras legendas de peso.

Gaspar atuou como relator da CPMI que investigou desvios no INSS. Seu relatório, rejeitado pela comissão, recomendava mais de 200 indiciamentos e pedia a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Analistas avaliam que a escolha busca explorar esse escândalo e as novas apurações da Polícia Federal envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estratégia para desgastar o governo.

Ao mesmo tempo, o deputado enfrenta uma queixa-crime por suposto estupro de menor de idade, apresentada por parlamentares da base do governo. O caso segue em fase preliminar na Polícia Federal, sem provas públicas divulgadas até o momento. Gaspar nega as acusações.

Outro efeito da escolha aparece na disputa pelo Senado em Alagoas. Gaspar era visto como um forte concorrente de Arthur Lira (PP) no campo da direita local. Com sua saída para a chapa presidencial, Lira passa a ter um cenário mais favorável para conquistar uma das vagas, enquanto Renan Calheiros tenta a reeleição.

A campanha de Flávio pretende usar a pauta anticorrupção relacionada ao INSS e às investigações envolvendo Lulinha para conquistar eleitores indecisos. O Centrão, por sua vez, manteve uma postura de neutralidade na corrida presidencial, priorizando as disputas estaduais e parlamentares.



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