Ciro Nogueira acusa perseguição política após operação da PF

Senador do PP-PI diz estar indignado com ação da Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master, e compara caso ao ocorrido em 2018
Por: Brado Redação 08.mai.2026 às 16h29
Ciro Nogueira acusa perseguição política após operação da PF
Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) divulgou nota nas redes sociais nesta sexta-feira (8) afirmando ser alvo de tentativas de “manchar sua honra pessoal”. O parlamentar se declarou “completamente indignado” após ser citado na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (7).

Nogueira atribuiu a investigação ao contexto eleitoral de 2026, no qual lidera as pesquisas para a reeleição no Piauí. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu.

Ele relembrou episódio semelhante ocorrido em 2018, quando, faltando 15 dias para a eleição, foi investigado no âmbito da Lava Jato por suposto recebimento de propina da UTC Engenharia. Na ocasião, segundo o senador, a população reconheceu a perseguição e ele cresceu nas pesquisas, vencendo o pleito. A denúncia foi rejeitada pelo STF.

“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, questionou.

O senador afirmou que os fatos recentes lhe dão “mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”. Ele agradeceu o apoio recebido e garantiu que nada o fará abandonar o eleitorado.

A Operação Compliance Zero investiga fraudes ligadas ao Banco Master. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destacou na decisão que autorizou as medidas cautelares que a relação entre Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro “extrapola relações de mera amizade”.

De acordo com a PF, os elementos apontam para um arranjo voltado a benefícios mútuos. Entre as supostas vantagens ao senador estariam pagamentos mensais de R$ 300 mil (elevados depois para R$ 500 mil), compra de participação societária com grande deságio, uso gratuito de imóvel de alto padrão e custeio de viagens, hospedagens e voos privados.

O caso segue em andamento, e Ciro Nogueira reforça que seguirá firme na disputa pela reeleição.



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