O governador Jerônimo Rodrigues (PT) manifestou discordância em relação à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (28), ele defendeu a cooperação entre países no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, mas rejeitou qualquer forma de interferência externa nos assuntos internos brasileiros.
“Cooperação Internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sim. Intervenção na política interna de outro país, não. Estou junto com o presidente Lula na defesa da soberania nacional”, escreveu o governador.
A declaração gerou reação imediata do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele atribuiu a atual situação de segurança pública na Bahia às gestões sucessivas do PT e fez críticas diretas ao governador Jerônimo.
Eduardo Bolsonaro lembrou que, durante o governo Jair Bolsonaro, o Brasil registrou queda de mais de 20% nos homicídios. Ele citou um episódio anterior em que um secretário de Justiça baiano teria culpado a política de armas do governo federal pela violência no estado. Para o filho do ex-presidente, a Bahia só se encontra no atual cenário de insegurança por causa de governadores como Jerônimo.
“A Bahia só está do jeito que está porque tem um governador como Jerônimo. Só está assim porque tem governos sucessivos do PT. Quando vocês viverem uma gestão que não seja do PT de Lula, vocês vão ver como é libertador”, afirmou Eduardo.
Ele completou que as declarações do secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, não mudam a realidade enfrentada pela população. “O secretário de Justiça vai falar a baboseira que quiser para os baianos que não vai mudar a realidade eleitoral deles. Considerem votar em alternativas da esquerda que vocês vão ver como vão se libertar”, disse.
A polêmica surge após o governo americano anunciar que PCC e CV passarão a ser tratados como grupos terroristas estrangeiros, com medidas que começam a valer a partir de 5 de junho. A iniciativa permite maior rigor em operações financeiras, restrições de viagem e cooperação antiterrorismo.
O debate reforça a divisão política em torno da segurança pública na Bahia e no país, com opositores do PT cobrando resultados mais efetivos contra as facções criminosas.
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