O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar os bombardeios previstos contra o Irã na noite desta quinta-feira (11 de junho de 2026). A medida veio após avanços em negociações multilaterais que envolveram a alta cúpula iraniana e receberam aval de todos os participantes do processo de mediação.
Trump destacou que as discussões alcançaram o nível mais elevado possível e que os termos finais foram aprovados por todas as partes. Apesar da suspensão temporária, o republicano advertiu que os ataques podem ser retomados caso Teerã não aceite imediatamente um acordo de paz. O bloqueio naval imposto pelos EUA contra o território iraniano continua em vigor até a conclusão definitiva das tratativas.
“Considerando que as conversas com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança e aprovadas, eu, como presidente dos Estados Unidos, cancelei os ataques e bombardeios programados para esta noite. Os pontos discutidos, tanto em conceito quanto em detalhes, foram aprovados por todas as partes envolvidas”, declarou o mandatário norte-americano.
As negociações envolvem 12 países no total: Estados Unidos, Irã, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito. No entanto, fontes iranianas ligadas à Guarda Revolucionária indicaram que não houve anúncio oficial sobre qualquer entendimento alcançado até o momento.
O episódio ocorre em meio a uma escalada recente de hostilidades. Na quarta-feira (10 de junho), forças norte-americanas voltaram a atacar alvos iranianos após a queda de um helicóptero dos EUA no estreito de Ormuz, atribuída a ação iraniana. A aeronave contava com dois pilotos a bordo, que sobreviveram ao incidente. Um dia antes, na terça-feira (9 de junho), os Estados Unidos já haviam realizado outra ofensiva, encerrando uma trégua informal entre os dois países.
A decisão de suspender os bombardeios reflete um esforço para dar chance ao diálogo diplomático, mesmo com a manutenção da pressão militar por meio do bloqueio naval. Trump tem enfatizado que busca uma solução pacífica, mas não hesitará em retomar ações caso as exigências norte-americanas não sejam atendidas.
O cenário atual ilustra a tensão persistente no Oriente Médio, onde múltiplos atores regionais participam de mediações para evitar um conflito mais amplo. A Casa Branca aposta que o avanço nas conversas pode abrir caminho para um cessar-fogo duradouro, embora o lado iraniano mantenha cautela em confirmações públicas.
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