Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deve deixar a liderança do governo no Senado. A expectativa surge após ele se tornar alvo de investigação da Polícia Federal no caso do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A avaliação interna é de que o ambiente ficou desfavorável para que o parlamentar continue no posto. A orientação predominante é que ele possa se defender sem ocupar a função oficial, preservando assim o ritmo das articulações governistas. A decisão final, contudo, cabe exclusivamente ao presidente Lula, que retornou de viagem ao G7 e chegou a Brasília nas primeiras horas da manhã.
Integrantes do governo têm colhido informações tanto dentro quanto fora do Executivo para subsidiar o chefe do Planalto. Ministros da equipe acreditam que o posicionamento deve ocorrer ainda nesta tarde de quinta-feira.
Documentos da PF indicam que Jaques Wagner teria recebido vantagens milionárias do banco de Vorcaro para defender interesses do empresário e de seu sócio, Augusto Lima. O senador foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
Apesar da situação, fontes do governo destacam que a operação não alterará o discurso de Lula sobre a necessidade de apurar com rigor todas as denúncias envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e seus parceiros. O presidente tem defendido investigações profundas e transparentes no caso.
A movimentação reflete o esforço do Planalto para manter a estabilidade política em meio à crise. A permanência ou saída de Wagner da liderança depende diretamente da análise que Lula fará das informações recebidas nas próximas horas. Até o momento, não há sinalização definitiva sobre o destino do petista baiano no comando das negociações governamentais no Senado.
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