O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) direcionou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares para três cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Paraná. O montante, executado pelo governo federal por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), é mais de 2,5 vezes superior aos R$ 680 mil que o parlamentar enviou para o mesmo programa no Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito.
As entidades beneficiadas ficam em Jardim Alegre, Centenário do Sul e Londrina. A Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi) recebeu R$ 1,06 milhão. A Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agrícola Ribeirão Vermelho (Coprari) ficou com R$ 374 mil, enquanto a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon) obteve R$ 260 mil.
A ministra Gleisi Hoffmann, companheira de Lindbergh, visitou a Cocavi em abril de 2023, reforçando a conexão política com a região. As emendas foram apresentadas em 2024 e os recursos empenhados em novembro de 2025.
A destinação para outro estado contrasta com decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que em 2024 proibiu a “terceirização” de emendas, limitando-as ao estado de eleição do parlamentar para evitar favorecimentos e distorções.
O caso ganha destaque no debate sobre o uso de emendas parlamentares e a alocação de recursos públicos para movimentos sociais.
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