Uma entidade chamada Associação Cearense de Diversidade e Inclusão (Acedi) apresentou denúncia contra o padre Francisco Wilson ao Ministério Público do Ceará, alegando crime de transfobia. A acusação se baseia em partes de uma pregação feita durante missa, na qual o religioso declarou que “homem é homem e mulher é mulher”, conforme ensinamento de Jesus, rejeitando a noção de que a identidade de gênero depende da percepção individual ou desconsidera o corpo biológico.
A Acedi criticou também as observações do padre sobre a chamada ideologia de gênero, incluindo sua preocupação com o ensino desse tema para crianças em escolas e com o apoio de certas lideranças religiosas à agenda LGBT. Segundo a associação, expressões que negam identidades de gênero, mesmo em ambiente religioso, podem ultrapassar os limites da liberdade de expressão e de culto, configurando potencial discurso discriminatório ou de ódio. A entidade destacou que tais falas, vindas de uma figura de autoridade moral, tendem a reforçar estigmas, preconceitos e exclusão social, especialmente contra pessoas trans, historicamente vulneráveis a violências simbólica e física.
A Diocese de Quixadá, por meio de seu advogado Romero Lemos, informou que só teve acesso a fragmentos isolados da homilia. O sacerdote foi convocado a prestar esclarecimentos sobre o contexto completo da pregação. Após análise pela Cúria Diocesana, uma nota oficial deve ser divulgada para evitar posicionamentos precipitados.
A Polícia Civil do Ceará confirmou que investiga o registro feito em 1º de fevereiro, sob responsabilidade da Delegacia de Quixadá. A corporação reforçou a importância de eventuais vítimas ou testemunhas comparecerem para prestar informações detalhadas e avançar na apuração.
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