O governo do Reino Unido concluiu que existe fundamento jurídico sólido para permitir que as forças armadas abordem e apreendam navios petroleiros pertencentes à chamada frota sombra.
Esses navios, operados principalmente por Rússia, Irã e Venezuela, transportam petróleo de forma clandestina para driblar as sanções impostas pelo Ocidente.
A principal legislação invocada é a Sanções e Lavagem de Dinheiro de 2018 (Sanctions and Anti-Money Laundering Act 2018), que pode servir de amparo para aprovar ações militares contra embarcações sancionadas e sem bandeira legítima válida.
Autoridades afirmam que essa ferramenta legal se aplica a qualquer navio sancionado que não possua registro apropriado, facilitando intervenções em alto mar.
Até o presente momento, o Reino Unido já aplicou sanções a mais de 500 navios suspeitos de integrar essa frota paralela.
Como resultado dessas medidas, cerca de 200 embarcações foram retiradas de circulação, a maioria delas navegando sem bandeira legítima.
O objetivo é cortar o financiamento de atividades consideradas hostis, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, além de reduzir riscos ambientais graves, esses navios frequentemente operam sem seguro adequado, aumentando o perigo de acidentes e derramamentos de óleo.
Recentemente, as forças britânicas colaboraram com os Estados Unidos na apreensão do petroleiro Marinera (anteriormente conhecido como Bella 1), acusado de transportar óleo em violação a sanções americanas envolvendo Venezuela, Rússia e Irã.
A operação ocorreu no Atlântico Norte, com apoio da Força Aérea Real (RAF) em vigilância e do navio de reabastecimento da Marinha Real RFA Tideforce.
O secretário de Defesa, John Healey, destacou que a ação seguiu integralmente o direito internacional e reforçou o compromisso de intensificar esforços contra a frota sombra, desenvolvendo novas opções militares em parceria com aliados.
A secretária de Transportes, Heidi Alexander, evitou comentar detalhes operacionais futuros, afirmando que tais revelações beneficiariam apenas figuras como o presidente Putin.
Ela mencionou o aumento nas verificações de seguros, que já resultaram na interrupção de mais de 600 navios próximos às águas britânicas.
Essa estratégia integra um esforço global mais amplo para enfraquecer as redes de evasão de sanções. O Reino Unido tem liderado ao sancionar um número maior de navios do que alguns aliados, como membros da União Europeia e os próprios Estados Unidos em certos pacotes.
Especialistas alertam que a ausência de seguro e registro legítimo transforma esses navios em ameaça constante à segurança marítima e ao meio ambiente global.
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