Mulher denuncia maternidade de Salvador por violência obstétrica após morte de bebê

Caso aconteceu na maternidade Albert Sabin
Por: Brado Jornal 05.nov.2024 às 11h55
Mulher denuncia maternidade de Salvador por violência obstétrica após morte de bebê
Divulgação/Sesab

Uma família denunciou a maternidade estadual Albert Sabin, em Salvador, por violência obstétrica, após um bebê morrer durante o parto. A mãe atribui a morte da criança a uma lesão no pescoço supostamente feita pela profissional que puxou o bebê para fora da vagina. O caso aconteceu na quinta-feira (31) e é investigado pela Polícia Civil.

Liliane Ribeiro detalhou uma série de violências durante sua passagem pela maternidade: ela teria sido obrigada a passar por um parto normal, mesmo com recomendação de cesárea; foi destratada pela equipe; e abandonada pela médica antes da finalização do parto.

Em nota, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) disse que vai apurar com transparência as circunstâncias do óbito do bebê.

"Ela não teve nem amor ao próximo, ela saiu e deixou minha filha à mercê da morte, isso não se faz", desabafou.

Liliane contou que fez o pré-natal em duas unidades diferentes: uma pública e outra privada, justamente para que a filha Anabelly tivesse o melhor acompanhamento possível. A bebê estava saudável e não apresentava nenhum motivo de preocupação, segundo a mãe. A única observação que foi dada para Liliane, na unidade particular, era que a bebê era muito grande e por isso seria mais seguro que o parto fosse cesárea.

Na quarta-feira (30), a bolsa rompeu e ela deu entrada na maternidade Albert Sabin. Na ocasião, a bebê estava com 31 semanas de vida. Mesmo com a bolsa rompida e com o líquido escorrendo pela perna, a mãe conta que esperou 40 minutos para ser atendida.

"A médica que fez meu pré-natal disse que quando chegasse lá, eu deveria ter cuidado em como falar, não gritar, porque eles [funcionários da maternidade estadual] destratam as pessoas que reclamam", disse.

Liliane dormiu na maternidade e apenas no dia seguinte teve mais informações sobre o estado de saúde dela e da filha. Ela foi medicada para ter contrações e induzir o parto; sua única opção seria o parto normal, independente da orientação da médica que a acompanhou durante a gestação.

Na sala de parto, Liliane contou que a equipe a mandou fazer força, pois ela seria "rasgada até o talo". Em determinado momento, o funcionário também pediu que ela "parasse de presepada". Quando a cabeça da criança saiu, a médica precisou fazer uma manobra para retirá-la.

"Meu marido viu que tinha alguma coisa errada", contou.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Relatório americano alega base espacial chinesa em Salvador
Documento do Congresso dos EUA aponta instalação secreta na Bahia com potencial de monitoramento militar na América do Sul
Irã agradece apoio de Lula após ataques dos EUA
Embaixador Abdollah Nekounam destaca posição “valorosa” do Brasil e defende direito de retaliação contra bases americanas e israelenses na região.
Apreensão de cocaína em avião no Maranhão após pouso forçado por chuva
Carga de 515 kg avaliada em R$ 26 milhões vinha da Bolívia com destino a São Luís; dois suspeitos foram detidos
Carregando..