Um líquido de coloração azul e amarela apareceu na praia de São Tomé de Paripe, localizada no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na Bahia. O fenômeno começou há cerca de 15 dias e tem sido denunciado por pescadores e moradores da região. Ao cavar a areia, um líquido esverdeado emerge, acompanhado de um cheiro de amônia.
Diversos peixes, incluindo filhotes, siris, tartarugas e aves foram encontrados mortos na área. Pescadores relataram que os animais parecem tentar sobreviver antes de morrer. O líder comunitário Luiz Móia destacou que a situação afeta a fauna e a flora marinha, além de prejudicar barraqueiros, ambulantes e pescadores que dependem do mar para o sustento diário.
Atan Gama, conhecido como Atan Uber, filho de pescador e motorista, registrou em vídeos o líquido verde surgindo ao revolver a areia. Ele relatou mortes de peixes, siris e tartarugas na região.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) investiga a possível contaminação. Técnicos realizaram inspeção inicial no dia 20 de fevereiro de 2026, durante a maré alta, sem identificar anormalidades imediatas. Uma segunda vistoria ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2026, na maré baixa, com coletas de amostras de água do mar para análise laboratorial tanto por terra quanto por embarcação.
O Inema informou que novas análises serão feitas nos próximos dias e que medidas administrativas serão adotadas conforme necessário. Denúncias podem ser feitas pelo disque denúncia 0800 071 1400 ou pelo e-mail [email protected], com garantia de anonimato.
Em janeiro, um incidente similar ocorreu na mesma área, com mortandade de peixes e siris após o desabamento de um muro de uma empresa local.
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