O Ministério da Saúde divulgou comunicado reforçando a vigilância epidemiológica após a confirmação do primeiro registro de mpox (conhecida como varíola dos macacos) no ano de 2026, ocorrido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
A pasta informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém capacidade plena para identificar e responder rapidamente a novos casos da doença, zoonótica e causada pelo vírus MPXV. Até o momento, o Brasil acumula 47 notificações em 2026, a maioria delas com sintomas leves ou moderados e nenhum óbito associado.
O alerta surge em paralelo à confirmação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de uma nova variante recombinante do vírus, resultante da combinação entre os clados 1b e 2b. Essa cepa foi detectada recentemente no Reino Unido (um caso em dezembro de 2025) e na Índia (sintomas iniciados em setembro de 2025), ambos em pacientes com histórico de viagens internacionais. A OMS destacou que a identificação da mesma recombinação em dois locais distantes, com intervalo de semanas, sugere possível circulação não detectada em outros pontos.
Os sintomas da mpox incluem lesões cutâneas ou erupções na pele (frequentemente no rosto, tronco, extremidades, boca, genitais e ânus), febre, inchaço de linfonodos, cefaleia, dores musculares, calafrios e fadiga. O período de incubação varia de 3 a 21 dias, e a transmissão persiste até a completa cicatrização das lesões.
A disseminação ocorre principalmente por contato próximo e prolongado com pessoa infectada, incluindo toque em lesões, bolhas ou crostas, exposição a fluidos corporais ou uso compartilhado de itens contaminados, como roupas de cama e toalhas.
O Ministério da Saúde enfatiza a importância de monitoramento contínuo, sobretudo em indivíduos com viagens recentes ao exterior, e orienta a notificação imediata de casos suspeitos. No ano passado, o Brasil ocupou a segunda posição global em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, mas a emergência internacional declarada pela OMS em 2024 foi suspensa em setembro de 2025 após declínio significativo das infecções.
Autoridades sanitárias reforçam que não há indícios de risco pandêmico iminente, mas a preparação e a prevenção permanecem essenciais para controlar a circulação do vírus no país.
📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO e receba os principais destaques do dia em primeira mão
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...