O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgou, em 13 de janeiro de 2026, que a inflação anual na Argentina encerrou 2025 em 31,5%, representando o índice mais baixo desde 2017, quando foi de 24,8%.
Esse resultado marca o segundo ano consecutivo de redução na taxa anual, algo que não ocorria desde o período entre 2007 e 2009.
Em comparação com anos recentes, a queda é expressiva: em 2023, a inflação atingiu 211,4%, e em 2024 caiu para 117,8%. O governo do presidente Javier Milei, que assumiu no final de 2023, atribui o desempenho às medidas de ajuste fiscal rigoroso, corte de gastos públicos e controle monetário implementadas desde o início da gestão.
Apesar do avanço anual, o mês de dezembro registrou aceleração pelo quarto mês seguido, com variação de 2,8% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Economistas como Maximiliano Gutiérrez, da Fundación Mediterránea, destacam que o processo de desinflação não é linear e foi influenciado por incertezas políticas em meses como setembro e outubro de 2025. Já Iván Cachanosky, da Fundación Libertad y Progreso, espera que a inflação retome a trajetória descendente a partir de janeiro de 2026, consolidando o equilíbrio fiscal alcançado.
Projeções do mercado compiladas pelo Banco Central da Argentina indicam inflação anual de 20,1% para 2026, enquanto o governo estima 10,1% no orçamento aprovado.
Analistas consideram que o ritmo de desaceleração deve continuar, embora mais moderado, com o fim das pressões inflacionárias extremas dos anos anteriores.
O dado reforça o principal êxito econômico reivindicado pela administração Milei até o momento, mesmo com desafios persistentes no custo de vida e no último trimestre de 2025. O relatório completo do Indec está disponível em seu site oficial.
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