Reforma trabalhista de Milei recebe aprovação no Senado argentino

Após mais de 14 horas de sessão e protestos do lado de fora, projeto avança para a Câmara dos Deputados
Por: Brado Jornal 12.fev.2026 às 08h58
Reforma trabalhista de Milei recebe aprovação no Senado argentino
Foto: Luis ROBAYO / AFP/ 02/10/2025
Na madrugada de 12 de fevereiro de 2026, o Senado da Argentina deu sinal verde à reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei, em uma votação que durou mais de 14 horas de intensos debates. O resultado foi de 42 votos favoráveis contra 30 contrários, sem abstenções.

O projeto, que busca modernizar as relações de trabalho em um país com forte presença sindical, representa a primeira vitória legislativa significativa do partido La Libertad Avanza (LLA) no Congresso este ano. O avanço ocorre graças ao reforço da bancada oficialista após as eleições legislativas de outubro de 2025, somado ao apoio de aliados como a União Cívica Radical (UCR), o PRO (de Mauricio Macri) e setores federais.

Presenças notáveis na galeria do Senado incluíram Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do mandatário, e o chefe de Gabinete Manuel Adorni, ambos próximos ao presidente. Logo após o resultado, Milei celebrou nas redes sociais com a mensagem “Histórico, VLLC”, aludindo ao seu lema de campanha.

Para garantir o quórum e a aprovação, o governo aceitou diversas modificações de última hora, negociadas com governadores provinciais e opositores moderados. O texto, composto por 26 capítulos, ainda passará por votação artigo por artigo no Senado, o que pode gerar alterações adicionais antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

O objetivo do Executivo é concluir a tramitação da reforma antes de 1º de março, início do período ordinário do Congresso, quando Milei deverá discursar à nação.
As discussões e votações ocorrem em sessões extraordinárias convocadas especialmente para isso.

Enquanto o debate se desenrolava no plenário, do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, ocorreram confrontos entre manifestantes contrários à medida e as forças de segurança, com registro de feridos e detenções. Sindicatos e opositores criticam a iniciativa por entenderem que ela reduz direitos trabalhistas e enfraquece o poder das organizações sindicais.

A proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer novas mudanças antes de uma eventual sanção final. 


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