Principais unidades hospitalares da Bahia não figuram entre os 100 melhores públicos do país

HGE e Roberto Santos absorvem a maior parte da demanda SUS em Salvador e região metropolitana
Por: Brado Jornal 08.jan.2026 às 17h02
Principais unidades hospitalares da Bahia não figuram entre os 100 melhores públicos do país
Reprodução / SESAB
Um levantamento nacional inédito revelou que os dois maiores hospitais da rede estadual baiana, o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), não integram a relação dos 100 melhores hospitais públicos brasileiros com atendimento exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, parte da etapa classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), com colaboração da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A exclusão dessas unidades de grande porte destaca-se, considerando seu papel como referências em atendimentos de alta complexidade, urgência e emergência, além de especialidades clínicas e cirúrgicas. Elas concentram significativa parcela dos recursos públicos e absorvem a maior parte da demanda SUS em Salvador e na região metropolitana.

O estudo avaliou hospitais federais, estaduais e municipais que oferecem assistência 100% via SUS.
Foram considerados indicadores como acreditação, taxas de ocupação e mortalidade, disponibilidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTI) e tempo médio de internação.
Incluíram-se apenas instituições com mais de 50 leitos e registros de produção no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde, no período de agosto de 2024 a julho de 2025. Unidades psiquiátricas e de longa permanência foram excluídas.Especialmente notável é a ausência do HGE, que lida com elevado número de casos complexos em emergências e recebe substanciais investimentos estatais.
A unidade celebrou 35 anos em 2025 e, em 11 de setembro, iniciou a maior reforma já realizada, orçada em R$ 116,9 milhões.Executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), a intervenção inclui:
  • nova emergência com 88 leitos (76 para adultos e 12 pediátricos);
  • ambulatório para adultos e crianças com 14 consultórios;
  • ampliação da recepção, requalificação total do centro cirúrgico;
  • criação de UTI neurológica com 10 leitos;
  • modernização da fachada, construção de heliponto, novo acesso viário com duas guaritas, estacionamento elevado com 130 vagas e climatização completa.
Do total investido, R$ 33,2 milhões vêm de emendas parlamentares de 39 deputados e três senadores. A previsão é que as obras durem até 24 meses.


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