Em entrevista concedida nesta quinta-feira (15), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), intensificou as críticas ao governo do estado sob a administração de Jerônimo Rodrigues (PT). Ele destacou que o pleito de 2026 apresenta um cenário bem diferente do de 2022, pois agora o eleitor conhece melhor o governador e o considera diretamente responsável pelos entraves enfrentados pela Bahia.
Segundo Bruno Reis, enquanto na eleição anterior Jerônimo pôde se beneficiar de um contexto de pandemia e de menor exposição pessoal, hoje a população atribui a ele os problemas acumulados ao longo de duas décadas. “As pessoas sabem quem é Jerônimo e o responsabilizam pelos desafios do estado. Na última campanha, Rui Costa não era o candidato, a eleição ocorreu em meio à pandemia e Jerônimo ficou menos visível. Agora não tem mais como esconder quem é o responsável pelos resultados ruins”, afirmou.
O prefeito questionou a falta de entrega em obras e iniciativas consideradas prioritárias. Ele citou exemplos como o Porto Sul, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e a ponte Salvador-Itaparica, projetos que, na visão dele, permaneceram apenas no papel apesar do tempo disponível. “Eles tiveram quatro anos, que é mais do que suficiente para tirar do papel essas obras estruturantes. Quem realmente quer transformar a Bahia precisa mostrar disposição para avançar, e não apenas prometer”, declarou.
Bruno Reis também chamou atenção para os indicadores negativos do estado nas áreas de segurança pública, saúde, educação, geração de emprego e renda. De acordo com ele, a Bahia registrou piora em vários desses segmentos, o que alimenta um forte sentimento de insatisfação popular. “O estado alcançou posições indesejadas em violência, saúde, educação e oportunidades de trabalho. Isso é visível nas ruas”, observou.
O gestor municipal enfatizou especialmente o anseio por renovação entre a juventude. Ele mencionou que muitos jovens, incluindo seus próprios filhos, nunca conheceram outra gestão além da atual e expressam claramente o desejo de experimentar novos rumos. “Há um clamor por mudança, por respirar novos ares. Principalmente a juventude demonstra essa necessidade urgente de ver transformações reais no estado”, concluiu.
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