O ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente de honra do MDB na Bahia, reagiu com surpresa e indignação à notícia de que o deputado federal Diego Coronel (PSD) teria recebido convite para compor como vice-governador na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A informação, divulgada pelo senador Angelo Coronel (PSD) em entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3, nesta sexta-feira (30), gerou desconforto imediato no MDB, que hoje ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior.
Geddel afirmou que o MDB não foi procurado em nenhum momento para discutir qualquer alteração na composição da chapa majoritária. Segundo ele, não existiu contato formal ou informal por parte do PT, do governador ou de suas lideranças para tratar de um possível recuo do partido na vaga de vice. "Nunca chegou ao MDB proposta alguma nesse sentido. Não houve conversa, o que torna tudo muito estranho, esquisito e impróprio. Institucionalmente, nada foi tratado", declarou o ex-ministro em contato com a imprensa.
Ele classificou a suposta articulação como mera especulação e reforçou que o MDB não pretende aceitar decisões tomadas à margem da legenda. Geddel destacou que o partido aguarda o momento em que as lideranças da base governista considerarem oportuno dialogar de forma direta e respeitosa. "Se e quando acharem necessário, vão conversar com o MDB. Até lá, tratamos isso como especulação. Todos conhecem minha forma de pensar e de agir", completou.
O dirigente emedebista deixou claro que o partido não se submeterá a um papel secundário no processo. Ele enfatizou o peso histórico e político do MDB na Bahia e rejeitou a ideia de aguardar passivamente por definições alheias. "O MDB não é partido de terceira categoria. Não vamos ficar esperando resolver problemas que não criamos para depois sermos chamados. Já passei da idade de ficar aguardando recado na janela. O partido conhece seu tamanho e sabe como se posicionar", afirmou Geddel.
A reação sinaliza tensão crescente na aliança que apoia a reeleição de Jerônimo Rodrigues, especialmente no que diz respeito à distribuição de espaços na chapa majoritária para os próximos quatro anos. O MDB, que integrou a base desde o início da gestão, cobra ser ouvido de maneira formal antes de qualquer mudança na vice-governadoria.
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