A Marcha Estadual pela Reforma Agrária na Bahia, organizada pelo MST, teve início na manhã de 8 de abril de 2026, em Feira de Santana. A mobilização reúne mais de 2 mil pessoas, entre famílias acampadas e assentadas de diversas regiões do estado. O percurso totaliza mais de 120 quilômetros até Salvador, com previsão de chegada entre os dias 16 e 17 de abril.
Nos dias seguintes, os participantes seguiram pela BR-324, ocupando uma das faixas da rodovia no sentido Salvador. A presença do grupo provocou lentidão e congestionamentos em trechos entre Feira de Santana, Amélia Rodrigues e proximidades de Simões Filho, especialmente nas manhãs, afetando o fluxo de veículos leves, de carga e de passageiros. Relatos indicam que manifestantes marchavam em fila, com acampamentos às margens da via em pontos como o km 536.
A marcha integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, marcada para o mês de abril. Entre as pautas estão a denúncia de conflitos no campo, críticas à impunidade relacionada ao Massacre de Eldorado dos Carajás, que completou 30 anos em 2026, e propostas ligadas à Reforma Agrária Popular, com o lema “Reforma Agrária Popular: Por Terra, Teto e Pão”. A coordenação do MST na Bahia reforçou que abril representa um período de memória e resistência.
Até o dia 13 de abril, a caminhada completava cerca de seis dias, com os participantes avançando pela rodovia federal. A Polícia Rodoviária Federal monitorou o deslocamento, registrando a ocupação parcial da pista sem bloqueios totais informados na maioria dos trechos. Motoristas foram orientados a redobrar a atenção devido à redução de velocidade no local.
A mobilização segue em andamento, com o grupo mantendo o ritmo de marcha em direção à capital baiana.
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