Quase 50 artistas e bandas já firmaram compromisso com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para baixar os valores dos cachês nas festas de São João de 2026 no estado. Até o momento, 41 atrações aderiram à iniciativa, contribuindo para uma economia superior a R$ 21 milhões em recursos públicos.
A lista parcial divulgada pelo MP-BA inclui os seguintes nomes: Adelmário Coelho, Batista Lima, Caviar com Rapadura, Forró dos Plays, Igor Kannário, Solange Almeida, Toque Dez, Kart Love, Alcymar Monteiro, Virgílio, Fulô de Mandacaru, Netto Brito, Buscapé Arreio de Ouro, Danniel Vieira, Chambinho do Acordeon, Silvanno Salles, Banda Forró da Ilha, Paula Fernandes, Forró Canários Reino, Thiago Aquino, 100 Parea na Pegada da Vaquejada, Eline Martins, Zezo Potiguar, Forrozão das Antigas, França, Rasta Chinela, Fábio Carneirinho, Unha Pintada, Tayrone, Leo Estakazero, Robyssão, Raí Saia Rodada, Cícero Dantas, Asas Livres, Anjo Azul, Devinho Novaes, Simone Morena, Magníficos, Mastruz com Leite, Limão com Mel e Klessinha.
O MP-BA tem enviado recomendações a mais de 100 municípios baianos para que as contratações sigam parâmetros técnicos. A orientação é utilizar como base a média dos cachês pagos em 2025, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo é conter os aumentos excessivos observados nos últimos anos, quando a média dos contratos saltou de cerca de R$ 200 mil para aproximadamente R$ 700 mil.
As reduções negociadas já impactam 620 contratos distribuídos em mais de 200 cidades. O órgão também recomendou ajustes a prefeituras que anunciaram a contratação de Flávio José por R$ 350 mil — valor R$ 100 mil superior ao pago no ano anterior.
Flávio José, por sua vez, decidiu não se apresentar na Bahia durante o São João de 2026. O cantor divulgou na terça-feira (9) sua agenda oficial, com 14 shows confirmados apenas em outros estados do Nordeste. A ausência no estado baiano foi confirmada após reunião realizada na segunda-feira (8) com o MP-BA, que terminou sem acordo sobre o valor do cachê.
A iniciativa do Ministério Público busca promover maior equilíbrio no uso de verbos públicos nos festejos juninos, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma responsável enquanto preserva a tradicional programação cultural do São João baiano.
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