Carrefour demite 2.200 funcionários antes do Natal

A rede de supermercados, que possui 130 mil empregados, justifica as demissões como parte de um movimento natural do setor, mas elas ocorrem em meio a um cenário de contratações temporárias
Por: Brado Jornal 12.dez.2024 às 07h32
Carrefour demite 2.200 funcionários antes do Natal
Joédson Alves/AgÊncia Brasil

A rede de supermercados Carrefour, que também controla o Atacadão e o Sam’s Club, está demitindo 2.200 funcionários às vésperas das celebrações de Natal, o que representa 1,5% de seu quadro de 130 mil trabalhadores diretos e indiretos. A empresa não especificou quais cargos são afetados pelas demissões, mas as movimentações geraram críticas e preocupações no setor.

Em nota à Folha de S.Paulo, o Carrefour afirmou que as demissões “fazem parte de um movimento natural no setor varejista” e garantiu que o desligamento de empregados não afetará suas operações ou serviços durante o período de fim de ano. A rede, que também opera postos de gasolina e drogarias, ainda destacou que, em outubro, abriu 6.000 novas vagas de emprego, que estão sendo preenchidas em diversos estados do Brasil, com posições em áreas como padeiro, açougueiro, frentista e operador de caixa.

No entanto, a decisão do Carrefour de realizar cortes no quadro de funcionários é uma medida que vai contra a tendência do mercado, especialmente em um período de alta demanda sazonal. Em contraste, muitos varejistas costumam expandir suas equipes com contratações temporárias para lidar com o aumento das vendas no Natal. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, o consumo para o período das festas de fim de ano deve crescer 12% em relação ao ano anterior, intensificando as expectativas de contratação no setor.

Recentemente, o Carrefour também foi envolvido em uma crise diplomática entre o Brasil e a França. Em novembro, o presidente global da empresa, Alexandre Bompard, anunciou que a rede francesa deixaria de comprar carne de países do Mercosul em um ato de apoio aos agricultores franceses. O boicote, que durou seis dias e foi apoiado por políticos brasileiros, levou o CEO da empresa a enviar uma carta de desculpas ao ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, após a polêmica.



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