Polícia Civil investiga esquema de desvio de recursos envolvendo ex-diretores de empresas do Grupo Band

A operação "Fluxo Reverso" cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo, Taboão da Serra e Santana de Parnaíba, em investigação sobre fraudes e movimentações suspeitas de R$ 10 milhões
Por: Brado Jornal 12.dez.2024 às 08h25 - Atualizado: 12.dez.2024 às 08h29
Polícia Civil investiga esquema de desvio de recursos envolvendo ex-diretores de empresas do Grupo Band
Reprodução/Agência Brasil

Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Civil deflagrou a "Operação Fluxo Reverso", com o intuito de desbaratar um esquema de desvio de recursos envolvendo ex-diretores de duas empresas do Grupo Bandeirantes. Oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços de São Paulo, Taboão da Serra e Santana de Parnaíba. As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz da 1ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital.

As investigações concentram-se nas empresas Sercom e System, cujos sócios são liderados por Ricardo Saad, que figura como vítima do esquema. Segundo a Polícia Civil, a auditoria interna revelou diversas irregularidades, incluindo a contratação de empresas fantasmas e a realização de operações de crédito proibidas contratualmente. Essas ações teriam gerado a perda de grandes somas de dinheiro, com indícios de que ex-diretores da empresa estariam envolvidos.

Entre as movimentações investigadas, destaca-se a transferência suspeita de R$ 5,2 milhões de reais entre as empresas investigadas e uma terceira organização, entre junho de 2021 e março de 2023. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram transações financeiras de alto valor, além de depósitos em dinheiro vivo e um crescimento patrimonial incompatível com a renda declarada ao fisco. Em um dos casos, um investigado movimentou R$ 1,9 milhão, embora sua renda fosse de apenas R$ 3 mil mensais.

Além disso, a investigação revelou a compra de um apartamento de R$ 1,7 milhão e depósitos de dinheiro vivo. Outro diretor investigado teria recebido R$ 2,2 milhões em sua conta pessoal, enquanto sua esposa declarou ter recebido R$ 810 mil como "honorários". No total, o desvio de recursos investigado pode chegar a R$ 10 milhões.

A operação é conduzida pelo delegado Tiago Fernando Correia, da Delegacia de Investigações sobre Lavagem ou Ocultação de Bens e Valores, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). 



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