Escassez de recursos ameaça operações de jatos da FAB usados por autoridades

A FAB informou que um contingenciamento de R$ 812,2 milhões, parte de um bloqueio maior de R$ 2,6 bilhões imposto ao Ministério da Defesa,
Por: Brado Jornal 26.jul.2025 às 10h59
Escassez de recursos ameaça operações de jatos da FAB usados por autoridades

A Força Aérea Brasileira (FAB) enfrenta uma crise que pode levar à paralisação de seus aviões de transporte especial, utilizados por autoridades, devido à falta de combustível. Apenas três dos dez jatinhos em operação possuem querosene suficiente até 3 de agosto, conforme informações obtidas. A situação é agravada por cortes orçamentários que afetam a manutenção e o abastecimento da frota.


A FAB informou que um contingenciamento de R$ 812,2 milhões, parte de um bloqueio maior de R$ 2,6 bilhões imposto ao Ministério da Defesa, comprometeu suas atividades. Desse montante, R$ 483,4 milhões foram cortados de despesas discricionárias e R$ 328,8 milhões de projetos estratégicos, impactando operações logísticas, administrativas e a entrega de novas aeronaves, que exigirão ajustes contratuais para mitigar atrasos.


O ministro da Defesa, José Múcio, busca desde novembro de 2024 recompor o orçamento da FAB. Recentemente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou R$ 20,6 bilhões do Orçamento Federal de 2025, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3º bimestre. Esses recursos podem ser destinados à FAB, mas a distribuição detalhada será definida até 30 de julho.


Em nota, a FAB destacou que os cortes, determinados pelo Decreto nº 12.447 de 30 de maio de 2025, geraram “impactos severos” em suas operações. A instituição priorizou despesas já comprometidas, mas o alto valor do contingenciamento, aplicado a sete meses do exercício, comprometeu quase todas as atividades.



O uso dos aviões da FAB por autoridades segue um decreto de 2020, que estabelece prioridade para o vice-presidente da República, os presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal, os ministros de Estado, os comandantes das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior Conjunto. O ministro da Defesa também pode autorizar o transporte de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras.


O Ministério da Defesa e a Presidência foram contatados para comentar a situação, mas não responderam até o momento. Caso enviem posicionamento, a informação será atualizada.



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