Banco Central e PF reafirmam cooperação e criticam Toffoli por interferência

Instituições destacam parceria histórica e repudiam decisão do ministro que limitou acesso a dados; corporação é acusada de proteger interesses próprios
Por: Brado Jornal 15.jan.2026 às 17h27
Banco Central e PF reafirmam cooperação e criticam Toffoli por interferência
Sede do Banco Central em Brasília. Foto: Rodrigo Oliveira/Caixa Econômica Federal
O Banco Central do Brasil e a Polícia Federal divulgaram nota conjunta nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) reafirmando a cooperação institucional entre as duas autarquias e criticando duramente o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A manifestação ocorre após decisão de Toffoli que restringiu o compartilhamento de informações sigilosas do BC com a PF em investigações criminais.

No texto, as instituições enfatizam que a parceria entre BC e PF é "histórica e essencial" para o combate a crimes financeiros, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituições e outros delitos contra o sistema financeiro nacional. Elas destacam que o intercâmbio de dados é previsto em lei e essencial para a efetividade das apurações, especialmente em operações complexas como a Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master.

A nota classifica como "inaceitável" a postura de Toffoli, que teria tratado o Banco Central como "mera corporação" em detrimento do interesse público. As instituições afirmam que a decisão judicial compromete a autonomia do BC, enfraquece o combate à criminalidade financeira e protege interesses privados em detrimento da sociedade.

O posicionamento conjunto reforça que BC e PF continuarão atuando em sintonia, respeitando a legislação vigente e defendendo a transparência e a eficiência no enfrentamento de crimes econômicos. A crítica aberta ao ministro do STF é rara e sinaliza tensão entre os poderes Judiciário e as instituições de controle e fiscalização.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal e o próprio ministro Toffoli não se manifestaram sobre a nota. A reação ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre decisões judiciais que afetam investigações financeiras de grande repercussão no país.


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