Uma equipe de médicos brasileiros do Ministério da Defesa foi impedida de realizar vistoria sanitária em um navio de bandeira chinesa atracado em porto brasileiro nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026). A ação, que faz parte de rotina de inspeção para prevenção de riscos sanitários e biológicos, foi bloqueada pela tripulação do navio, que alegou ordens superiores para não permitir o acesso.
Os profissionais, enviados para verificar condições de higiene, armazenamento de alimentos e possíveis riscos epidemiológicos a bordo, relataram que a negativa ocorreu de forma abrupta, sem justificativa técnica ou legal clara. A embarcação, que transporta carga e passageiros, atracou em um terminal do Sul ou Sudeste do país, detalhes exatos do porto não foram divulgados por questões de segurança.
O incidente gerou desconforto entre autoridades brasileiras, que veem a recusa como violação de protocolos internacionais de saúde marítima e soberania nacional. O Ministério da Defesa e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisam medidas administrativas, que podem incluir quarentena do navio, multa ou proibição de saída até que a inspeção seja realizada.
A Embaixada da China no Brasil foi notificada e deve se manifestar sobre o episódio. Até o momento, não há posicionamento oficial de Pequim ou da companhia proprietária da embarcação. O caso reforça preocupações recorrentes sobre transparência em navios estrangeiros que atracam no Brasil, especialmente em meio a alertas globais sobre riscos sanitários e possíveis ameaças biológicas.
Especialistas em saúde internacional destacam que vistorias são obrigatórias em portos brasileiros para cumprir normas da Organização Mundial da Saúde e evitar entrada de doenças. A negativa chinesa pode configurar descumprimento de acordos bilaterais e internacionais, agravando tensões diplomáticas em um momento de relações comerciais intensas entre os dois países.
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