Médicos brasileiros são impedidos de vistoriar navio chinês

Equipe de saúde do Ministério da Defesa foi barrada de inspecionar embarcação da China em porto brasileiro; episódio gera tensão diplomática
Por: Brado Jornal 15.jan.2026 às 17h31
Médicos brasileiros são impedidos de vistoriar navio chinês
Reprodução
Uma equipe de médicos brasileiros do Ministério da Defesa foi impedida de realizar vistoria sanitária em um navio de bandeira chinesa atracado em porto brasileiro nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026). A ação, que faz parte de rotina de inspeção para prevenção de riscos sanitários e biológicos, foi bloqueada pela tripulação do navio, que alegou ordens superiores para não permitir o acesso.

Os profissionais, enviados para verificar condições de higiene, armazenamento de alimentos e possíveis riscos epidemiológicos a bordo, relataram que a negativa ocorreu de forma abrupta, sem justificativa técnica ou legal clara. A embarcação, que transporta carga e passageiros, atracou em um terminal do Sul ou Sudeste do país, detalhes exatos do porto não foram divulgados por questões de segurança.

O incidente gerou desconforto entre autoridades brasileiras, que veem a recusa como violação de protocolos internacionais de saúde marítima e soberania nacional. O Ministério da Defesa e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisam medidas administrativas, que podem incluir quarentena do navio, multa ou proibição de saída até que a inspeção seja realizada.

A Embaixada da China no Brasil foi notificada e deve se manifestar sobre o episódio. Até o momento, não há posicionamento oficial de Pequim ou da companhia proprietária da embarcação. O caso reforça preocupações recorrentes sobre transparência em navios estrangeiros que atracam no Brasil, especialmente em meio a alertas globais sobre riscos sanitários e possíveis ameaças biológicas.

Especialistas em saúde internacional destacam que vistorias são obrigatórias em portos brasileiros para cumprir normas da Organização Mundial da Saúde e evitar entrada de doenças. A negativa chinesa pode configurar descumprimento de acordos bilaterais e internacionais, agravando tensões diplomáticas em um momento de relações comerciais intensas entre os dois países.


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