O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu a pessoas próximas que recebeu valores da empresa Maridt em razão de sua participação como sócio na sociedade, ao lado de familiares. A explicação foi dada após a Polícia Federal iniciar investigações sobre transferências de recursos direcionadas ao magistrado, identificadas em perícias de aparelhos do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
De acordo com o relato, Toffoli integra há anos a Maridt, caracterizada como uma empresa familiar típica. Seu nome não figura nos registros públicos porque se trata de uma Sociedade Anônima de livro, na qual os acionistas não são divulgados abertamente, diferentemente das companhias abertas, aparecendo apenas os nomes de dois irmãos como administradores.
O ministro garantiu que todos os repasses ao longo dos anos foram legais, com origem e destino devidamente rastreáveis e declarados à Receita Federal. Ele destacou que a Maridt detinha 33% do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), e vendeu essa participação em 2021 para o fundo Arleen, integrado à estrutura controlada pelo Banco Master e ligado a Daniel Vorcaro.
Posteriormente, o próprio fundo alienou as ações com lucro a terceiros.Toffoli enfatizou que, na época da transação, Vorcaro não estava envolvido em questões policiais e era visto como um banqueiro em ascensão. Ele reforçou ter autorizado integralmente os pedidos da Polícia Federal em investigações contra Vorcaro e o Banco Master, incluindo buscas, apreensões e outras medidas cautelares.
A declaração representa a primeira vez que o ministro detalha publicamente seu vínculo societário com a empresa dos irmãos e o negócio do resort.
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