O cientista político José Álvaro Moisés, professor titular aposentado de Ciência Política na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), faleceu aos 81 anos na tarde de 13 de fevereiro de 2026, vítima de afogamento na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte paulista.
Segundo relatos da família, ele passava alguns dias na cidade, hospedado na residência de amigas. Por volta das 17h40, banhistas avistaram o corpo já inconsciente na faixa de areia molhada. Guardas-vidas do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) prestaram socorro imediato, realizaram manobras de reanimação no local, mas a morte foi confirmada ainda na praia. O corpo foi posteriormente encaminhado aos serviços funerários.
Moisés foi uma figura central na formação do Partido dos Trabalhadores (PT) no início dos anos 1980, integrando o grupo de intelectuais que se uniu aos metalúrgicos do ABC, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva. Ele atuou na coordenação do Fórum Direitos Já e contribuiu para a formulação política inicial do partido.
Além disso, dirigiu o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP e era reconhecido internacionalmente por seus trabalhos sobre democracia, cultura política e instituições, tendo representado o Brasil em conselhos globais ligados à Unesco.
Nos últimos anos, o acadêmico se distanciou do PT, tornando-se crítico de governos petistas e do cenário político nacional. Sua morte ocorre em um mês marcado por perdas de figuras históricas ligadas ao partido: em 3 de fevereiro, o frade franciscano Frei Sérgio Antônio Görgen, também fundador do PT e do MST, faleceu aos 70 anos em Hulha Negra (RS), vítima de infarto.
A identificação da vítima foi confirmada na manhã de 14 de fevereiro pelo GBMar e pela Polícia Civil.
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