O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região marcou para 26 de março, às 10h, uma audiência destinada a tentar acordo entre o ex-jogador Edilson “Capetinha” e os credores representados em dez ações trabalhistas na fase de execução. A reunião ocorrerá na sala do Juízo de Execução, localizada no Fórum 2 de Julho, em Salvador.
O montante total da dívida atribuída ao ex-atleta atinge R$ 13.222.121,81, dos quais R$ 11.451.577,06 referem-se a valores ainda em cobrança pendente.
A determinação da audiência foi assinada na quinta-feira (19) pelo juiz do Trabalho Substituto Murilo Carvalho Sampaio Oliveira. No despacho, o magistrado ressaltou a intensa cobertura da imprensa, tanto regional quanto nacional, sobre a participação de Edilson no reality show BBB 26.
De acordo com o juiz, reportagens revelaram que a defesa do ex-jogador tentou estabelecer negociações com os representantes dos credores, propondo utilizar recursos de futuras campanhas publicitárias para quitar parte das obrigações. A ideia previa direcionar verbas de contratos de publicidade que pudessem ser assinados depois do período no confinamento.
O magistrado observou que a saída precoce de Edilson do programa favorece novas possibilidades de acerto, já que ele agora está livre para firmar compromissos comerciais. Além disso, o juiz destacou o contexto de ano de Copa do Mundo, período em que o ex-atleta poderia atrair propostas de marketing e ações publicitárias diversas.
“Como é notório, o jogador já não se encontra em confinamento. Assim, considerando-se a tentativa noticiada e a possibilidade de, em ano de Copa do Mundo, o executado ser contratado para inúmeras campanhas publicitárias, designa-se audiência para tentativa de conciliação”, registrou o juiz no despacho.
A advogada Elcia Martins, integrante da comissão de credores, solicitou que a emissora Globo fosse comunicada do processo, com pedido de penhora sobre eventuais prêmios obtidos por Edilson no reality. O requerimento, porém, não foi julgado, pois o ex-jogador foi eliminado do programa antes da análise.
Não foi possível estabelecer contato com Edilson Capetinha.
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