Celso Amorim alerta que Brasil deve se preparar para o pior diante de escalada de conflitos no Oriente Médio

Assessor especial de Lula condena como “inaceitável” a morte de um líder nacional em exercício e aponta risco de ampliação do confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel
Por: Brado Jornal 02.mar.2026 às 10h16
Celso Amorim alerta que Brasil deve se preparar para o pior diante de escalada de conflitos no Oriente Médio
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, afirmou nesta segunda-feira (2), que o Brasil precisa se preparar para o pior em razão do conflito no Oriente Médio.

Em declaração concedida durante entrevista, Amorim condenou a ação que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmando: “Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior.”

Questionado sobre o significado do “pior”, o embaixador indicou a possibilidade de o conflito se alastrar para além das fronteiras imediatas, com impactos que poderiam atingir o Brasil e outros países.

Os ataques que levaram à morte de Khamenei ocorreram no sábado, 28 de fevereiro de 2026. Operações conjuntas dos Estados Unidos e de Israel atingiram alvos no Irã, resultando na eliminação do líder supremo iraniano, de 86 anos, além de outros altos dirigentes, incluindo o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e chefes militares. O presidente americano Donald Trump confirmou a ação e declarou que Khamenei era “uma das pessoas mais malignas da História”, classificando a morte como “justiça para o povo do Irã” e para vítimas de ações atribuídas ao regime iraniano.

Trump informou ainda que 48 líderes iranianos foram mortos nos bombardeios e que ataques continuariam ao longo da semana, com possibilidade de duração de até quatro semanas. A mídia estatal iraniana confirmou a morte de Khamenei no domingo, 1º de março, e o país anunciou a formação de um conselho de governo interino, com o aiatolá Alireza Arafi assumindo temporariamente.
Autoridades iranianas prometeram vingança e qualificaram os ataques como “declaração de guerra contra os muçulmanos”.

O confronto escalou rapidamente, com ameaças de retaliação por parte do Irã e advertências de Trump de que qualquer resposta seria respondida com força “nunca antes vista”. O Brasil, por meio de suas posições diplomáticas, manifestou preocupação com a estabilidade regional e possíveis efeitos econômicos e humanitários globais.


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