O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, passou a levar a sério a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. As conversas internas sobre essa alternativa começaram em janeiro de 2026, inicialmente como uma opção remota e pouco provável. No entanto, a situação mudou após sua segunda detenção preventiva, o que acelerou as discussões e deu maior peso à ideia.
Caso avance com a colaboração, parte da equipe de advogados que o representa será substituída. A estratégia defendida por aliados próximos é conduzir as negociações exclusivamente com a Polícia Federal (PF), evitando o envolvimento da Procuradoria-Geral da República (PGR). A avaliação é que a PF oferece maior margem para aceitação e aprovação do acordo, enquanto na PGR o espaço seria consideravelmente reduzido.
Vorcaro encontra-se preso desde a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF com autorização do ministro André Mendonça, do STF, relator do inquérito. A investigação apura supostas fraudes bilionárias envolvendo emissão e negociação de títulos irregulares, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça, invasão de sistemas sigilosos e formação de organização criminosa com ramificações para intimidações e pagamento de propinas.
A defesa do empresário ainda não confirmou publicamente qualquer avanço concreto em direção à delação, mas o tema ganha força nos bastidores jurídicos e policiais à medida que as provas se acumulam e o cerco se aperta.
📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO e receba os principais destaques do dia em primeira mão
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...