O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, prepara a 14ª edição do Fórum de Lisboa, evento que já conta com mais de 450 confirmados, entre eles 25 ministros brasileiros, 23 parlamentares e três governadores. Conhecido informalmente como Gilmarpalooza, o encontro ocorrerá nos dias 1º, 2 e 3 de junho de 2026, na Universidade de Lisboa, em Portugal.
O tema central será “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Gilmar Mendes destacou que um dos focos será o papel de Donald Trump nos conflitos globais atuais. Em entrevista à Band em abril, o ministro questionou: “Qual é a nova ordem internacional com Trump prendendo Nicolás Maduro na Venezuela ou atacando outros países? Temos que entender”.
Além da política externa americana, o programa deve debater o acordo entre Mercosul e União Europeia e o avanço da inteligência artificial no Brasil.
Entre os convidados de peso estão o economista Joel Mokyr, de 79 anos, vencedor do Nobel de Economia de 2025, e o jornalista Thomas Friedman, de 72 anos, colunista do The New York Times e ganhador de três prêmios Pulitzer. Mokyr é referência mundial no estudo da Revolução Industrial e das relações entre tecnologia, conhecimento e crescimento econômico. Friedman, autor de best-sellers como “The World Is Flat”, já participou do fórum em 2024, quando analisou as chances de Trump retornar à Casa Branca.
Ex-presidentes também marcam presença: Michel Temer (Brasil), Jorge Carlos Fonseca (Cabo Verde) e Ivan Duque (Colômbia). A lista ainda inclui diversos magistrados e professores europeus de direito, como Angelika Nussberger, Dieter Grimm, Dominique Rousseau e outros nomes de universidades alemãs, francesas e italianas.
Do lado brasileiro, confirmaram presença figuras como Paulo Gonet (procurador-geral da República), Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central), Antonio Anastasia (ministro do TCU), Luis Felipe Salomão (ministro do STJ) e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, como Beto Simonetti e Felipe Sarmento.
Durante o evento, além das palestras, estão previstos jantares e festas privadas promovidos por empresas, o que permite a aproximação entre o mundo corporativo e operadores do Direito. Críticos veem esses contatos com ressalvas, mas Gilmar Mendes defende o fórum como espaço essencial para reflexão, troca de experiências e aperfeiçoamento da magistratura.
O evento é promovido pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), pelo Lisbon Public Law e pela FGV Justiça. O IDP foi fundado por Gilmar Mendes em 1998 e se consolidou como uma das principais instituições de ensino superior em direito do país.
A edição de 2026 promete ser a maior até agora e deve reforçar o debate sobre os rumos da ordem global em um momento de profundas transformações geopolíticas, tecnológicas e econômicas.
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