Jaques Wagner minimiza vaias no 2 de Julho e diz que é comum em ano eleitoral

Senador petista afirma que manifestações fazem parte do jogo político e que a data baiana é maior que qualquer disputa
Por: Brado Redação 03.jul.2026 às 17h27
Jaques Wagner minimiza vaias no 2 de Julho e diz que é comum em ano eleitoral
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição, minimizou as vaias direcionadas à cúpula do PT durante a abertura do desfile cívico do 2 de Julho, feriado que celebra a Independência da Bahia. Em entrevista nesta sexta-feira (3), em Salvador, o ex-governador classificou o protesto como algo natural em período eleitoral.

“Em ano eleitoral o 2 de Julho sempre vira uma guerra de torcidas. É normal: uma vaia aqui, um aplauso ali. O 2 de Julho para mim é maior do que isso tudo”, declarou Wagner. Ele destacou ainda a relevância nacional da data este ano, após a sanção presidencial que transferiu simbolicamente a capital do Brasil para Salvador durante as comemorações.

Imagens do evento mostraram que Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-governador Rui Costa foram recebidos com hostilidade por parte do público presente na Lapinha. Alguns manifestantes carregavam cartazes com críticas, incluindo referências à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o senador por suposta atuação como intermediário de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Apesar das manifestações, Jaques Wagner preferiu relativizar o episódio e preservar o caráter cívico da festa.



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