O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição, minimizou as vaias direcionadas à cúpula do PT durante a abertura do desfile cívico do 2 de Julho, feriado que celebra a Independência da Bahia. Em entrevista nesta sexta-feira (3), em Salvador, o ex-governador classificou o protesto como algo natural em período eleitoral.
“Em ano eleitoral o 2 de Julho sempre vira uma guerra de torcidas. É normal: uma vaia aqui, um aplauso ali. O 2 de Julho para mim é maior do que isso tudo”, declarou Wagner. Ele destacou ainda a relevância nacional da data este ano, após a sanção presidencial que transferiu simbolicamente a capital do Brasil para Salvador durante as comemorações.
Imagens do evento mostraram que Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-governador Rui Costa foram recebidos com hostilidade por parte do público presente na Lapinha. Alguns manifestantes carregavam cartazes com críticas, incluindo referências à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o senador por suposta atuação como intermediário de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar das manifestações, Jaques Wagner preferiu relativizar o episódio e preservar o caráter cívico da festa.
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