Salvador deve ser impactada pela greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana, marcada para começar na segunda-feira, 22 de junho de 2026.
A paralisação, confirmada pelo presidente do Sindlimp-BA, Luís Carlos Suíca, após reunião nacional, visa pressionar o Senado Federal a pautar e votar o Projeto de Lei 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas.
O movimento é nacional e por tempo indeterminado.
Algumas cidades de 15 estados representados na reunião podem interromper os serviços antes da data. Em Salvador, a coleta de lixo já apresenta déficits mesmo sem greve.
O Sindlimp-BA ratificou a decisão em assembleias e deve divulgar edital na quinta-feira.O PL 4.146/2020, aprovado pela Câmara dos Deputados, propõe a regulamentação da profissão de trabalhador da limpeza urbana, que inclui garis e margaridas responsáveis por varrição, coleta de resíduos, acondicionamento de lixo, conservação de vias públicas e destinação final em aterros ou reciclagem. Entre os principais pontos estão: piso salarial nacional de R$ 3.036,00; jornada de 36 horas semanais para atividades de coleta e varrição; adicional de insalubridade de 40%; e aposentadoria especial após 25 anos de serviço.
A proposta também aborda benefícios como vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde, a serem definidos por acordo ou convenção coletiva.
O projeto conta com apoio de 60 senadores e senadoras que assinaram requerimento de urgência, mas permanece sem previsão de votação no Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União-AP). O Sindlimp-BA emitiu nota pública destacando que a mobilização não tem relação com prefeituras, gestões municipais ou questões partidárias, mas exclusivamente com a tramitação do PL e o reconhecimento de uma categoria essencial à saúde pública e ao funcionamento das cidades.
Na nota, o sindicato afirma: “O PL dos Garis e Margaridas permanece travado no Senado, enquanto milhares de trabalhadores seguem sem reconhecimento e sem garantias mínimas para o exercício de uma atividade essencial à saúde pública”.
A coordenadora-geral do Sindlimp-BA, Ana Angélica Rabello, reforçou que os trabalhadores mantêm as cidades limpas diariamente, muitas vezes em condições difíceis e invisibilizadas. A paralisação nacional reúne sindicatos de diversas regiões do país com o objetivo de destravar a tramitação da matéria.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...