Segundo informações de fontes ligadas à equipe de marketing e a integrantes do partido, o discurso do senador ficou muito abaixo do esperado e frustrou quem acompanhava de perto a preparação do evento.
Os marqueteiros esperavam uma fala mais aguerrida, direta e com tom de autenticidade, capaz de mobilizar a base e marcar o início da campanha oficial.
Em vez disso, Flávio teria entregado “mais do mesmo”: um texto vazio, repleto de jargões já conhecidos e sem a energia ou o conteúdo que a equipe julgava necessários naquele momento. A decepção foi compartilhada por presentes ligados à coordenação da pré-campanha.
A preocupação é ainda maior em relação ao desempenho futuro. Fontes afirmam que há medo real de um resultado fraco ao longo da disputa, atribuído, entre outros fatores, à resistência de Flávio a se aprofundar em estudos de material intelectual sobre direita, conservadorismo e, principalmente, sobre a construção de uma candidatura presidencial.
Nos bastidores, é comum ouvir que o senador nunca demonstrou interesse particular por esse tipo de preparação.
A avaliação negativa ocorre em meio a um cenário eleitoral já delicado. A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (24) mostrou Flávio com 32% das intenções de voto no primeiro turno e 43% no segundo turno contra Lula (48%). Números que, segundo a leitura interna do PL, não alcançaram o mínimo considerado necessário pela equipe neste estágio da pré-campanha. A preocupação com o desempenho do candidato é descrita como muito elevada dentro da legenda.
Paralelamente, a orientação que circula entre blogueiros e influenciadores bolsonaristas é atacar Renan Santos, pré-candidato pelo partido Missão.
Fontes apontam que Santos é visto como a maior ameaça imediata a Flávio: consegue atrair votos ao apresentar propostas concretas, enquanto o senador do PL ainda não consegue se posicionar com a mesma clareza programática.
Outro ponto de frustração envolve o vídeo gravado por Michelle Bolsonaro. A equipe de marketing esperava um retorno eleitoral mais expressivo nas redes. O desempenho observado ficou abaixo do projetado e, na avaliação interna, não gerou o efeito desejado.
O conjunto dessas avaliações de bastidores, discurso fraco, ausência de aprofundamento, números da Datafolha e dificuldade de resposta a um adversário com propostas, reforça o clima de apreensão na cúpula do PL e na equipe próxima de Flávio Bolsonaro no momento em que a campanha oficial começa.
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