Comando Vermelho força renúncias em torcidas organizadas após brigas violentas antes de clássico entre Ceará e Fortaleza

Presidentes da TUF e Cearamor deixam cargos sob pressão da facção criminosa, que busca acabar com confrontos no futebol cearense; mais de 350 pessoas foram detidas pela polícia durante os tumultos
Por: Brado Jornal 10.fev.2026 às 10h12
Comando Vermelho força renúncias em torcidas organizadas após brigas violentas antes de clássico entre Ceará e Fortaleza
Reprodução
Brigas intensas entre torcedores rivais marcaram a véspera do primeiro Clássico-Rei de 2026, pelo Campeonato Cearense, resultando em centenas de detenções e na intervenção direta de uma facção criminosa. No domingo (8 de fevereiro), confrontos generalizados ocorreram em vários pontos de Fortaleza, envolvendo torcidas de Ceará e Fortaleza, com cerca de 350 indivíduos, entre adultos e adolescentes, levados a delegacias pela Polícia Militar.

As ocorrências incluíram emboscadas e agressões, com imagens circulando nas redes sociais mostrando cenas de violência extrema, como um homem sendo atacado por um grupo enquanto estava no chão, além do uso de bombas de efeito moral pela polícia para dispersar os envolvidos. Em bairros como Edson Queiroz e Vila Velha, equipes especializadas como CPRaio e Cotam conduziram grandes números de suspeitos para a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Horas após os episódios, o Comando Vermelho (CV) impôs medidas drásticas às lideranças das principais torcidas organizadas. Mensagens atribuídas à facção circularam exigindo o fim imediato dos conflitos e a renúncia de presidentes e outros dirigentes, incluindo os responsáveis pela TUF (Torcida Uniformizada do Fortaleza) e pela Cearamor (principal organizada do Ceará). Os líderes, como Chiboy (da TUF) e Dudu (ligado à Cearamor), anunciaram suas saídas em vídeos divulgados nas redes sociais no dia seguinte (9 de fevereiro).

A pressão da facção visa, segundo apurações, eliminar brigas semelhantes no ambiente do futebol local, afetando inclusive seccionais regionais e de bairros. O Ministério Público do Ceará (MPCE) e a Polícia Civil, com apoio de setores de inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), investigam a influência do crime organizado nas torcidas e as circunstâncias das renúncias forçadas.

As ações policiais resultaram ainda na apreensão de itens como artefatos explosivos artesanais, socos-ingleses, entorpecentes, ripas de madeira e smartphones, destacando o caráter violento dos confrontos.


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