Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado, é recapturado menos de 12 horas após ser solto na Venezuela

Opositor foi levado por homens armados à paisana em Caracas, segundo denúncia da líder da oposição; Ministério Público alega violação de medidas cautelares por entrevistas concedidas e solicita prisão domiciliar; caso ocorre em meio a onda de libertações de presos políticos
Por: Brado Jornal 09.fev.2026 às 08h51
Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado, é recapturado menos de 12 horas após ser solto na Venezuela
Foto: Juan Pablo Guanipa
O dirigente opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional e governador eleito do estado de Zulia, foi detido novamente na madrugada de segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), em Caracas. A recaptura ocorreu menos de 12 horas depois de sua libertação, na tarde de domingo (8), após mais de oito meses preso sob acusação de conspiração contra o processo eleitoral.

A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado denunciou o episódio como sequestro violento: homens fortemente armados, vestidos à paisana e em quatro veículos, invadiram o bairro Los Chorros e levaram Guanipa à força. “Exigimos sua libertação imediata”, afirmou ela em comunicado. O filho do político, Ramón Guanipa, responsabilizou o regime por qualquer dano ao pai e cobrou prova de vida.

O Ministério Público venezuelano justificou a ação alegando que Guanipa descumpriu as condições de liberdade concedida temporariamente, que incluíam proibição de falar publicamente sobre seu processo. Ele concedeu entrevistas à imprensa após a soltura, o que teria motivado a nova detenção. As autoridades pediram à Justiça a conversão para prisão domiciliar.

A recaptura acontece no contexto de uma série de libertações de presos políticos iniciada em janeiro de 2026, com 35 casos confirmados apenas no domingo pela ONG Foro Penal, entre eles Perkins Rocha (detido desde agosto de 2024) e Freddy Superlano. O total de solturas desde o início do ano chega a quase 400, após anúncio da presidente interina Delcy Rodríguez.

Guanipa aproveitou as poucas horas em liberdade para circular por Caracas de motocicleta e se encontrar com familiares de outros detidos. Em declaração à AFP logo após sair da prisão, ele defendeu o respeito à vontade popular expressa nas eleições de 28 de julho de 2024: “O povo se manifestou, houve uma decisão popular... Queremos respeitá-la? Vamos respeitá-la, isso é o básico, isso é o lógico”.



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