António José Seguro vence eleição presidencial em Portugal e devolve a esquerda ao Palácio de Belém após duas décadas

Candidato apoiado pelo Partido Socialista conquista ampla maioria no segundo turno com 66,8% dos votos contra 33,2% de André Ventura, do Chega; posse marcada para 9 de março representa alívio para o campo progressista em meio a ascensão da direita
Por: Brado Jornal 09.fev.2026 às 06h30
António José Seguro vence eleição presidencial em Portugal e devolve a esquerda ao Palácio de Belém após duas décadas
Divulgação
No segundo turno das eleições presidenciais realizado neste domingo (8 de fevereiro de 2026), o político de esquerda António José Seguro, de 63 anos e respaldado pelo Partido Socialista (PS), foi eleito presidente da República Portuguesa. Com 99,2% das urnas apuradas, ele obteve 66,82% dos votos válidos, superando amplamente o adversário André Ventura, de 43 anos, líder do partido de direita Chega, que ficou com 33,18%.

A vitória marca o retorno da esquerda à Presidência após 20 anos, o último ocupante do cargo ligado ao campo socialista foi Jorge Sampaio, que deixou o posto em 2006, sucedido por Aníbal Cavaco Silva (centro-direita).
Seguro sucede Marcelo Rebelo de Sousa, que cumpriu dois mandatos consecutivos e não podia concorrer novamente.

O resultado reflete o forte voto útil concentrado em Seguro para barrar a ascensão de Ventura, cujo partido ganhou projeção nos últimos anos com pautas conservadoras, como endurecimento das políticas migratórias e revisão constitucional. No primeiro turno, em 18 de janeiro, Seguro liderou com 31,1% (1.755.563 votos), seguido por Ventura com 23,5% (1.327.021 votos). A transferência de votos de candidatos eliminados, incluindo nomes do centro-direita como Luís Marques Mendes, do independente Henrique Gouveia e Melo e do liberal João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal), consolidou a vantagem do socialista.

André Ventura reconheceu a derrota logo após as projeções e desejou “um ótimo mandato” ao vencedor. A campanha de Seguro enfatizou moderação, defesa das instituições democráticas e respeito à Constituição, posicionando-o como alternativa ao estilo confrontador do rival.

O sistema semipresidencialista português confere ao presidente poderes como nomear o primeiro-ministro (após consulta ao Parlamento), promulgar ou vetar leis, convocar referendos, comandar as Forças Armadas e representar o Estado internacionalmente. 


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