Comércio entre Brasil e EUA atinge maior nível desde 1997, aponta levantamento

Segundo a Amcham, a parcela de participação dos EUA no comércio é de 13,4%, sendo que a da China é mais do que o dobro, 28,5%.
Por: Brado Jornal 28.out.2021 às 15h11
Comércio entre Brasil e EUA atinge maior nível desde 1997, aponta levantamento

O comércio bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos até setembro de 2021 atingiu o seu maior nível desde 1997, totalizando US$ 49,6 bilhões. Considerando o período, as exportações brasileiras cresceram 47,1%, enquanto as importações tiveram alta de 29,8%, ambas com valores recorde.

Os dados foram reunidos pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), e mostram que as trocas bilaterais já recuperaram os níveis registrados antes da pandemia, que inclusive foram ultrapassados.

A organização projeta que o ano de 2021 tem chances altas de terminar com um recorde triplo envolvendo o comércio entre os dois países. É esperado que se atinja o maior valor corrente bilateral, o maior valor de exportações brasileiras e o maior valor para importações pelo Brasil.

Mesmo com uma alta das exportações, o Brasil ainda possui um déficit comercial em relação aos Estados Unidos, seu segundo maior parceiro comercial. Até setembro de 2021, o déficit era de US$ 5 bilhões, maior valor em relação a qualquer outro parceiro.

Segundo a Amcham, a parcela de participação dos EUA no comércio é de 13,4%, sendo que a da China é mais do que o dobro, 28,5%.

O levantamento também indica que os principais produtos exportados para os Estados Unidos foram commodities ou produtos ligados a elas. O principal foi semi-acabados de ferro ou aço (15,6%), seguido por óleos brutos de petróleo (11,1%), aeronaves e suas partes (4,4%), ferro-gusa, spiegel e outros (4%) e celulose (3,6%).

Nesse sentido, as vendas foram favorecidas pelo aumento global nos preços das commodities, assim como uma demanda maior no contexto de retomada após os impactos econômicos da pandemia. A região Sudeste concentrou 64,3% das exportações no período.

Já em relação às importações, a maior alta em comparação ao mesmo período de 2020 foi de gás natural, que subiu 1677,7%, em meio a uma crise hídrica no país e necessidade de uso maior de termelétricas.

Os principais produtos importados foram óleos combustíveis de petróleo (18%), motores não elétricos (7,4%), gás natural (6,4%), medicamentos (5,7%) e aeronaves e suas partes (3,1%). A principal região importadora também foi o Sudeste, com 53,4% do total.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil também refletiu nas importações. O país importou um total de US$ 1,2 bilhão em vacinas em 2021, um aumento de 956% em comparação a 2020.

O levantamento também indica que as exportações do Brasil para os EUA totalizaram 10,4% do total das exportações brasileiras para o mundo, enquanto que as importações representam 17,4% do total.



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