Haddad classifica caso Master como possível maior fraude bancária do país

Ministro destaca interesse público por envolvimento de recursos da Caixa e Banco do Brasil no ressarcimento
Por: Brado Redação 13.jan.2026 às 15h40 - Atualizado: 13.jan.2026 às 15h46
Haddad classifica caso Master como possível maior fraude bancária do país
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso do Banco Master pode representar a maior fraude bancária já registrada no Brasil. Ele enfatizou a necessidade de extremo cuidado na análise do episódio, garantindo espaço para defesa dos envolvidos, mas mantendo firmeza na apuração.

A instituição financeira sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em novembro, devido a uma severa crise de liquidez. Com isso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assumiu a responsabilidade de ressarcir aproximadamente 1,6 milhão de depositantes e investidores, totalizando R$ 41 bilhões – valor que configura a maior operação de pagamento do fundo em toda a sua história.

Haddad lembrou que o FGC, embora frequentemente visto como entidade privada, recebe aporte significativo de bancos públicos. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil respondem por cerca de um terço da capitalização do fundo, o que torna o assunto de evidente interesse público.

“O tema exige muita cautela. Podemos estar falando da maior fraude bancária da história brasileira. É preciso ter todas as precauções, permitindo que haja explicações e defesa, mas sendo rigorosos ao mesmo tempo”, declarou o ministro a jornalistas.

O Ministério da Fazenda tem oferecido suporte institucional ao Banco Central no manejo da situação. A autoridade monetária enfrentou questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga possíveis irregularidades no processo de liquidação. Na segunda-feira (12), o BC retirou o recurso apresentado contra a determinação monocrática de inspeção feita pelo TCU.

A decisão de recuar do recurso ocorreu após encontro entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o ministro Jhonatan de Jesus. Com a retirada, o tema não precisará mais ser levado ao plenário da Corte de Contas.

Haddad expressou confiança no trabalho realizado pela equipe de Galípolo. Ele destacou que o Ministério da Fazenda atuou em conjunto quando o assunto demandou intervenção da pasta e que houve consultas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, garantindo os melhores pareceres jurídicos disponíveis.

“Transparência total só ajuda, especialmente se a intenção for limpa. Tenho segurança no que foi feito pelo Galípolo e sua equipe. O trabalho do Banco Central é tecnicamente sólido”, completou o ministro.



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