Governo Lula atribui alta dos combustíveis a privatizações e critica Flávio Bolsonaro

Pacote reduz diesel em R$ 0,64 por litro com zeramento de impostos e subvenção, mas exclui gasolina e mira legado de Bolsonaro
Por: Brado Jornal 12.mar.2026 às 21h15
Governo Lula atribui alta dos combustíveis a privatizações e critica Flávio Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, atribuiu parte da recente alta nos preços dos combustíveis às privatizações promovidas na gestão anterior de Jair Bolsonaro, especialmente a venda da BR Distribuidora. A crítica foi feita por ministros durante o anúncio de um conjunto de ações para amenizar o impacto do aumento do diesel nas bombas.

Ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) destacaram que a perda do controle da Petrobras sobre uma grande distribuidora permitiu maior especulação e elevou os preços ao consumidor final. Eles argumentaram que a estatal antes atuava como referência para conter reajustes abusivos e reduzir valores nas refinarias e postos, mas a privatização diminuiu a produção interna de derivados e enfraqueceu esse mecanismo.

O pacote inclui zeramento de PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção de R$ 10 bilhões aos produtores e importadores, além de obrigatoriedade de divulgação das reduções fiscais nos postos e punições a aumentos injustificados ou estoques especulativos. A medida visa reduzir cerca de R$ 0,64 por litro no diesel até o fim de 2026, com foco em evitar repasse para a inflação de alimentos, embora a gasolina tenha ficado de fora.

Lula evitou entrar diretamente na polêmica das privatizações, preferindo enfatizar os efeitos globais da guerra no Irã sobre o petróleo, que elevou custos em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos. Ele mencionou o "sacrifício enorme" do governo para proteger a população e cobrou indiretamente que governadores reduzam o ICMS, citando opositores como Romeu Zema, Ratinho Jr., Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas.

A ofensiva incluiu menções ao legado do governo Bolsonaro, com a privatização da BR Distribuidora sendo chamada de "criminosa" e "crime lesa-pátria" por alguns ministros, vinculando-a ao atual cenário de preços elevados. O tema preocupa o Planalto e o PT por possíveis reflexos eleitorais negativos.


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