Igor Kannário presta solidariedade após morte de Zau O Pássaro

O pagodeiro baiano expressou pesar pelo trágico acidente que vitimou o jovem artista, relembrando antigo embate judicial que marcou o início da carreira do falecido
Por: Brado Redação 05.mai.2026 às 16h54
Igor Kannário presta solidariedade após morte de Zau O Pássaro
Foto: Reprodução/Instagram

O cantor Izac Bruno Coni Silva, conhecido artisticamente como Zau O Pássaro, perdeu a vida na manhã de segunda-feira (4) em um grave acidente na BR-116, próximo a Feira de Santana, na Bahia. O veículo em que ele viajava colidiu com um caminhão estacionado no acostamento. O artista tinha 27 anos.

Diversos nomes da música baiana manifestaram condolências à família e aos fãs. Entre eles, Igor Kannário, que destacou a importância da humanidade acima das rivalidades profissionais. “Antes de sermos artistas, somos seres humanos. Pais e mães de família, sempre na estrada, para levar o sustento para casa. E em momentos difíceis, é preciso lembrar daquilo que nos une como pessoas”, escreveu ele em seus stories no Instagram. Kannário ainda desejou que Deus conforte os corações e que a paz ilumine os caminhos de todos.

O acidente ocorreu por volta das 7h. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o caminhão transportava televisores, partindo do Espírito Santo com destino ao Rio Grande do Norte. Seu motorista saiu ileso. O carro onde estavam as vítimas seguia rumo a Salvador, conduzido por um empresário. O corpo de Zau ficou preso nas ferragens e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. Ele foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica para necropsia. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (5) em Conceição do Almeida, cidade natal do pagodeiro no Recôncavo Baiano.

A trajetória de Zau esteve ligada a Kannário desde o começo. Natural de Conceição do Almeida, o jovem iniciou a carreira imitando o estilo vocal do cantor mais experiente, adotando inicialmente o nome Zau Kannário. Essa escolha gerou um conflito judicial. No ano passado, Igor Kannário, que possui a marca registrada no INPI, ajuizou ação pedindo indenização de R$ 100 mil caso o novato não cessasse o uso do nome ou variações semelhantes.

A Justiça deu razão ao veterano. Zau então passou a se apresentar como O Pássaro, nome que o ajudou a ganhar visibilidade no pagode baiano e a firmar parcerias com artistas de renome na região. Apesar da disputa, Kannário foi uma grande referência para o pagodeiro falecido.

A morte precoce de Zau O Pássaro chocou o meio artístico, reforçando a vulnerabilidade dos profissionais que passam boa parte do tempo viajando pelas estradas do país. O caso serve como lembrete dos riscos enfrentados por músicos em turnês constantes. A solidariedade demonstrada por Kannário, mesmo após o episódio na Justiça, evidencia que, em situações de perda, as diferenças cedem lugar ao respeito mútuo e à compaixão humana.



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