Uma série de explosões abalou Caracas na madrugada deste sábado (3), seguida pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos. O líder venezuelano desembarcou em Nova York por volta das 18h30, onde enfrentará acusações na Justiça americana.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, divulgou que Maduro e a primeira-dama foram formalmente indiciados por crimes como conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutíveis, além de conspiração para posse de metralhadoras. O julgamento ocorrerá em um tribunal federal de Nova York.
Em coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real, descrevendo-a como "parecendo um programa de televisão". Ele revelou que a ação estava planejada para quatro dias antes, mas foi adiada devido ao mau tempo. Trump também mencionou uma conversa telefônica com Maduro uma semana atrás, na qual o venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica, proposta que foi recusada.
Segundo Trump, os Estados Unidos planejam administrar a Venezuela por meio de um grupo em formação, até que haja uma transição de poder segura, sem especificar prazos ou detalhes do arranjo. Ele anunciou a operação em suas redes sociais, declarando que o ataque de grande escala foi bem-sucedido e que o casal foi removido do país por via aérea.
Maduro e Flores foram detidos em Caracas por agentes americanos e transportados de helicóptero até o USS Iwo Jima, navio de assalto anfíbio da Marinha dos EUA posicionado no Caribe. A embarcação, da classe Wasp, é equipada para operações com aeronaves de decolagem vertical, como o F-35B, helicópteros e tropas de desembarque, permitindo projeção de poder aéreo e terrestre.
Moradores de Caracas relataram pelo menos sete explosões em cerca de 30 minutos, tremores, sobrevoos de aeronaves em baixa altitude e quedas de energia, especialmente perto da base aérea de La Carlota. Vídeos nas redes sociais mostraram colunas de fumaça em instalações militares.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu provas de vida do governo americano. O país decretou estado de emergência em resposta à ação.
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