O homem acusado de tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump em setembro de 2024 foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional nesta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) por um tribunal federal nos Estados Unidos.
Ryan Wesley Routh, de 59 anos, recebeu a sentença máxima prevista após se declarar culpado das acusações de tentativa de assassinato de um candidato presidencial, posse ilegal de arma de fogo por condenado e posse de dispositivo de destruição em propriedade federal.O episódio ocorreu em 15 de setembro de 2024, no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. Routh posicionou-se com um fuzil SKS semiautomático próximo ao campo de golfe onde Trump jogava. Um agente do Serviço Secreto avistou o cano da arma entre os arbustos, disparou contra o suspeito e o fez fugir. Routh abandonou o rifle, um go pro, placas de identificação falsas e outros itens antes de ser capturado horas depois em uma estrada próxima.
Durante o processo, a defesa não contestou os fatos e optou por acordo de confissão para evitar pena de morte, que era uma possibilidade real no caso. A promotoria federal, por sua vez, concordou em não buscar a execução capital em troca da declaração de culpa e da aceitação da pena perpétua.
Na audiência de sentença, o juiz federal Aileen Cannon, a mesma que presidiu o caso dos documentos sigilosos de Trump, classificou o ato como “extremamente grave” e afirmou que Routh representa ameaça permanente à segurança nacional e à ordem democrática. “Suas ações demonstraram intenção clara de eliminar um candidato presidencial e alterar o curso da eleição americana”, declarou a magistrada ao aplicar a pena.
Ryan Routh não demonstrou remorso durante a sessão e limitou-se a dizer que “não tinha nada a acrescentar”. Ele já cumpria prisão preventiva desde a prisão e agora cumprirá a pena em regime fechado federal pelo resto da vida.
O caso é considerado o segundo atentado grave contra Trump em 2024, o primeiro ocorreu em julho, em Butler, na Pensilvânia, quando o ex-presidente sofreu ferimento na orelha por disparo de Thomas Matthew Crooks, que foi morto no local. A condenação de Routh encerra uma das investigações mais sensíveis da era pós-eleitoral de 2024 e reforça o debate sobre proteção a figuras políticas nos Estados Unidos.
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