FBI conclui que Jeffrey Epstein não comandava rede de tráfico sexual para elites e celebridades

Análise de documentos do Departamento de Justiça revela falta de provas para acusações adicionais contra o financista e associados; investigação confirmou abusos pessoais, mas descartou esquema amplo com homens influentes
Por: Brado Jornal 10.fev.2026 às 10h20
FBI conclui que Jeffrey Epstein não comandava rede de tráfico sexual para elites e celebridades
Reprodução
Análise de arquivos internos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgados recentemente, indica que o FBI não encontrou evidências suficientes para comprovar que Jeffrey Epstein gerenciava uma rede de tráfico sexual voltada a poderosos e famosos. A conclusão surge de memorandos e relatórios da agência federal, revisados pela Associated Press, que detalham anos de investigação sobre o caso.

Embora haja provas robustas de que Epstein abusava sexualmente de meninas menores de idade, com relatos de pelo menos 35 vítimas semelhantes, iniciados a partir de uma denúncia em 2015 envolvendo uma adolescente de 14 anos, os documentos mostram ausência de conexões concretas que indicassem um esquema organizado de fornecimento de vítimas a figuras de alto escalão.

Um trecho destacado nos arquivos afirma: "Nenhuma outra vítima descreveu ter sido expressamente direcionada por Maxwell ou Epstein para se envolver em atividades sexuais com outros homens". Ghislaine Maxwell, assistente e companheira de Epstein, foi a única figura próxima processada além dele, condenada por recrutamento de vítimas.

A investigação federal examinou registros bancários, e-mails, buscas em residências e entrevistas extensas, inclusive com pessoas próximas como o bilionário Les Wexner, mas as evidências de envolvimento de terceiros influentes se mostraram limitadas ou insuficientes para novas acusações.

Rumores sobre uma suposta "lista de clientes" circularam amplamente, inclusive em declarações públicas como as da procuradora-geral Pam Bondi, mas os investigadores afirmam nunca terem localizado tal documento.

Epstein fechou um acordo judicial em 2008, cumprindo apenas 18 meses de prisão, antes de ser preso novamente em 2019 por acusações federais. Ele morreu por suicídio na cadeia pouco depois.

A liberação desses arquivos faz parte de um processo maior de transparência, com milhões de páginas disponibilizadas, mas reforça que o caso se concentrou nos crimes pessoais de Epstein, sem suporte para a narrativa de uma conspiração envolvendo uma elite global.


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